DECISÃO 2026: Lula não tem agenda pública de campanha, Flávio chama Moraes de “laranja podre” e Caiado cobra fim de sigilos no STF; veja o dia dos candidatos ao Planalto
Publicado
02/09/2026 • 23:02
| Atualizado há 22 minutos
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve compromissos públicos de campanha nesta quarta-feira (2) e não se manifestou publicamente sobre as novas revelações envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
Flávio Bolsonaro (PL) chamou Moraes de “laranja podre”, defendeu a saída do ministro do STF e classificou como “cortina de fumaça” a revelação de um encontro entre André Mendonça e Vorcaro.
Ronaldo Caiado (PSD) disse que a democracia pode sofrer um “golpe” se o STF não derrubar sigilos antes da eleição; Renan Santos (Missão) voltou a pedir a prisão de Moraes e Augusto Cury (Avante) cobrou explicações do ministro.
Candidatos à Presidência da República cumprem compromissos de campanha e agendas institucionais nesta quarta-feira (2).
Os desdobramentos do caso Banco Master e das mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda repercutiram durante a campanha presidencial desta quarta-feira (2).
Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) voltaram a cobrar respostas da Corte. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não teve agenda pública eleitoral, cumpriu apenas compromissos institucionais em Brasília e não comentou o caso.
Romeu Zema (Novo) fez campanha em São Paulo, enquanto os demais candidatos dividiram a programação entre Rio Grande do Sul, Minas Gerais e a capital paulista.
Lula recebe DiCaprio e não comenta crise no STF
Lula não teve compromissos de campanha nesta quarta-feira.
Como presidente, sancionou no Palácio do Planalto uma lei que prevê protocolos de atendimento para urgências cardiovasculares no Sistema Único de Saúde. Depois, recebeu o ator Leonardo DiCaprio para uma conversa sobre mudanças climáticas, preservação ambiental, bioeconomia e políticas para povos indígenas.
Lula não se manifestou publicamente nesta quarta sobre os novos desdobramentos envolvendo Moraes e Vorcaro, apesar do aumento da pressão política sobre o STF.
Flávio Bolsonaro passou o dia em campanha no Rio Grande do Sul, com passagem pela Expointer, em Esteio, almoço com lideranças do agronegócio e um comício em Porto Alegre.
Durante entrevista a jornalistas, voltou a pedir a saída de Moraes do Supremo.
“A gente não pode permitir que uma laranja podre contamine todas as laranjas”, afirmou. Segundo Flávio, para que o STF recupere sua credibilidade, Moraes precisa deixar a Corte.
O candidato também falou sobre a revelação de que André Mendonça se encontrou com Vorcaro em 2025. Flávio classificou o episódio como uma “cortina de fumaça” e disse que o encontro teria ocorrido de forma profissional e antes de Mendonça assumir a relatoria do caso.
Caiado diz que democracia corre risco com sigilos
Ronaldo Caiado começou o dia em São Paulo com uma entrevista por vídeo e depois visitou o Mercado Municipal de Pinheiros.
Na agenda, voltou a defender o afastamento de Moraes do STF e afirmou que os fatos revelados no caso Master são “de uma gravidade fora de qualquer limite aceitável”.
À noite, durante sabatina da CNN Brasil, Caiado ampliou a cobrança e defendeu que o Supremo retire os sigilos de investigações antes da votação.
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“Democracia não pode sofrer um golpe. Sofre risco, neste momento, de sofrer um golpe caso o Supremo não derrube o sigilo de todas as operações que lá estão”, afirmou.
O candidato também criticou Flávio Bolsonaro pelas revelações envolvendo Dark Horse e disse que “não dá para passar pano” para nenhum dos envolvidos no caso Master.
Renan volta a pedir prisão de Moraes
Renan Santos retomou compromissos públicos depois do TSE revogar, na terça-feira (1º), as restrições que haviam atingido sua propaganda digital, participação em debates e acesso a recursos eleitorais.
Nesta quarta, o candidato participou à noite do Flow Podcast.
Durante a entrevista, voltou a defender a prisão de Moraes e afirmou que o ministro não teria condições de permanecer no Supremo diante das mensagens reveladas pela investigação. “Alexandre de Moraes precisa ser preso”, afirmou.
Renan também sustentou que os elementos divulgados indicariam tráfico de influência.
Cury diz que Moraes deve se explicar
Augusto Cury começou o dia em Belo Horizonte, onde visitou a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais.
À tarde, em São Paulo, participou de uma visita à Federação Israelita do Estado de São Paulo e voltou a comentar o caso Master.
“Alexandre de Moraes deve se explicar, sim, e, se ele cometeu erros passíveis de uma exclusão, ele deveria ter a dignidade para se autoexcluir”, afirmou.
Cury evitou defender impeachment ou renúncia do ministro e afirmou que eventual responsabilização deve ser definida pelas instâncias competentes.
O candidato também reagiu a uma provocação de Renan, que o havia chamado de “pastel de vento”.
“Eu gosto muito de pastel. Eu acho uma delícia”, respondeu.
Romeu Zema concentrou a agenda em São Paulo. Pela manhã, encontrou-se com motoristas de aplicativo para discutir condições de trabalho e propostas para o setor. À noite, participou do podcast Inteligência Ltda.
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