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DECISÃO 2026: saiba como os votos definem os eleitos em cada sistema eleitoral

Publicado 05/10/2026 • 22:30 | Atualizado há 40 minutos

KEY POINTS

  • As Eleições 2026 usam dois sistemas o majoritário define presidente, governador e senador, enquanto o proporcional determina os deputados eleitos.
  • Nos cargos proporcionais, os votos individuais não são suficientes a votação dos candidatos e os votos de legenda ajudam a definir as cadeiras de cada partido ou federação.
  • Os cálculos transformam votos em cadeiras o quociente eleitoral e o quociente partidário ajudam a definir as vagas e a votação mínima dos candidatos.
DECISÃO 2026: saiba como os votos definem os eleitos em cada sistema eleitoral

Foto: divulgação TRE

DECISÃO 2026: saiba como os votos definem os eleitos em cada sistema eleitoral

As Eleições 2026 adotam dois modelos para definir os vencedores: os sistemas majoritário e proporcional. A diferença entre eles explica por que um candidato pode receber muitos votos e, ainda assim, não conquistar uma vaga no Legislativo.

O sistema majoritário vale para presidente, governador e senador. Já o proporcional define os eleitos para deputado federal, estadual e distrital, segundo o Tribunal Regional Eleitoral.

Leia também: DECISÃO 2026: regra mais rígida deixa 12 partidos abaixo da cláusula de barreira

Como os votos definem os vencedores no sistema majoritário

No sistema majoritário, o resultado depende diretamente da votação de cada candidato. Para presidente e governador, é necessário alcançar mais de 50% dos votos válidos. Caso nenhum candidato atinja esse percentual, os dois mais votados disputam o segundo turno.

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas foi reeleito governador com 62,65% dos votos válidos. Na disputa pela Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Para o Senado, a regra é diferente. A eleição ocorre por maioria simples, e os candidatos mais votados conquistam as vagas disponíveis. Em 2026, cada estado elegeu dois senadores. Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) conquistaram as duas vagas ao Senado.

Deputados seguem o sistema proporcional

A eleição para deputados funciona de outra forma. Nesse caso, a Justiça Eleitoral considera os votos recebidos pelos candidatos e também os votos de legenda para definir quantas cadeiras cada partido ou federação poderá ocupar. Por isso, ser um dos candidatos mais votados não garante, sozinho, uma vaga.

O eleitor pode votar diretamente em um candidato ou apenas no partido, pelo chamado voto de legenda. Além disso, depois da votação, a Justiça Eleitoral soma esses votos para determinar o desempenho de cada partido ou federação. Quanto maior a votação da legenda, maior pode ser o número de cadeiras conquistadas.

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Como funciona o quociente eleitoral

Além disso, a distribuição das vagas começa pelo quociente eleitoral, calculado a partir da divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras em disputa. Em São Paulo, os eleitores registraram 23.674.188 votos válidos para deputado federal, em uma disputa por 70 vagas. A divisão resulta em aproximadamente 338.202,7. Pela regra de arredondamento, o quociente eleitoral fica em 338.203 votos.

Para deputado estadual, o estado teve 23.290.014 votos válidos para 94 cadeiras. Dessa forma, o cálculo chega a 247.766,1. Como a fração é inferior a 0,5, a Justiça Eleitoral descarta o decimal e fixa o quociente em 247.766 votos.

Quociente eleitoral transforma votos em cadeiras

Depois, o quociente partidário determina quantas vagas cada partido ou federação poderá ocupar. Por exemplo, se uma legenda receber 1 milhão de votos na disputa para deputado federal, o valor será dividido pelo quociente eleitoral de 338.203.

O resultado é de aproximadamente 2,96. Como não existe fração de cadeira, a parte decimal é descartada e o partido teria direito a duas vagas nesse cálculo. Além disso, os candidatos precisam alcançar uma votação nominal mínima equivalente a 10% do quociente eleitoral. No caso de São Paulo, isso representa aproximadamente 33.820 votos para deputado federal.

Leia também: DECISÃO 2026: direita avança no Senado e 31 eleitos apoiam impeachment de ministros do STF

Assim, um candidato pode ter uma votação expressiva e não ser eleito se seu partido ou federação não conquistar uma cadeira ou se ele não atingir o mínimo de votos exigido. São Paulo elegeu 70 deputados federais e 94 deputados estaduais em 2026. Quando ainda restam vagas após os cálculos iniciais, a Justiça Eleitoral aplica as regras de distribuição das chamadas sobras para completar a composição do Legislativo.

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