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Relatório do BC mostra PIB crescendo menos e indica inflação acima da meta no fim do ano
Publicado 25/09/2025 • 10:00 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 25/09/2025 • 10:00 | Atualizado há 6 meses
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Notas e moeda de real.
Agência Brasil
O Banco Central reduziu a projeção de crescimento do PIB em 2025 de 2,1% para 2% e manteve em 1,5% a estimativa de alta para 2026. A revisão consta do Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira (25).
Segundo o BC, a economia doméstica mostra sinais de moderação: o PIB cresceu 0,4% no segundo trimestre, contra 1,3% nos três meses anteriores. O mercado de trabalho, no entanto, segue aquecido, com taxa de desemprego em 5,6%, a menor da série histórica.
A inflação acumulada em 12 meses recuou de 5,32% em maio para 5,13% em agosto, mas segue acima da meta. A autoridade monetária projeta 4,8% para o fim de 2025, 3,6% em 2026 e 3,1% apenas no primeiro trimestre de 2028, quando atingiria o centro da meta.
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano e indicou que os juros elevados devem permanecer por tempo prolongado para conter expectativas desancoradas. O BC reforçou que pode retomar o ciclo de alta caso julgue necessário.
Para a economista Adriana Melo, CFO da SAS Brasil, conviver com inflação acima do teto da meta em 2025 significa um ambiente de esforço redobrado para famílias e empresas.
“É como correr contra uma esteira ligada na velocidade máxima: você se esforça mais, mas parece que não sai do lugar. Cada mês de inflação alta reduz poder de compra, encarece serviços e pressiona o Banco Central a manter a Selic elevada. Isso torna o crédito mais caro, desestimula investimentos e afasta capital estrangeiro. Não é motivo para pânico, mas exige planejamento: revisar orçamentos, renegociar contratos e preparar um colchão financeiro para atravessar o período de volatilidade”, afirma.
O relatório aponta que o ambiente global segue marcado por incerteza após o reposicionamento das políticas comerciais. Apesar de novos acordos e da entrada em vigor de tarifas recíprocas impostas pelos EUA, os índices de confiança continuam baixos.
O processo de desinflação em grandes economias avança lentamente, com núcleos de inflação ainda elevados, sobretudo em serviços. A Europa e o Canadá já convergiram mais rápido, mas os EUA e o Reino Unido mostram resistência, somada à fragilidade recente no mercado de trabalho americano.
Os primeiros impactos das tarifas aparecem nos preços de bens importados. O BC avalia que os efeitos devem se espalhar de forma gradual nos próximos trimestres, dependendo do quanto exportadores e importadores absorverem custos antes de repassar ao consumidor.
Adriana Melo destaca que o quadro de crescimento mais fraco e juros altos afeta diretamente o planejamento de negócios e o consumo.
“Com PIB projetado em apenas 2% em 2025 e 1,5% em 2026, empresas com alta alavancagem enfrentam mais dificuldades, reduzem contratações e achatam salários. Investidores migram para ativos defensivos e buscam diversificação internacional. Famílias já sentem a pressão nos reajustes de escolas e planos de saúde, além do crédito mais caro para veículos e imóveis. Esse não é o momento de esperar melhora espontânea, mas de cortar excessos, alongar dívidas e blindar o caixa para entrar em 2026 com fôlego.”
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