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Mercado reduz projeções para inflação e dólar no Boletim Focus; Selic segue em 15%
Publicado 13/10/2025 • 09:13 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/10/2025 • 09:13 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
As projeções do Boletim Focus divulgadas nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central apontam nova revisão para baixo das expectativas de inflação e câmbio em 2025. A mediana das estimativas para o IPCA passou de 4,80% para 4,72%, refletindo a leitura mais favorável do índice de setembro.
A previsão para o dólar também caiu, de R$ 5,47 para R$ 5,45, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) teve leve alta, com estimativa de crescimento de 2,16% neste ano.
Já a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 15%, pela décima sexta semana consecutiva. Para os próximos anos, o mercado projeta 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 10% em 2028.
As expectativas de inflação seguem tendência de moderação também nos prazos mais longos.
Para 2026, a mediana recuou para 4,28%; para 2027, caiu a 3,90%; e para 2028, passou de 3,70% para 3,68%.
No caso do IGP-M, índice usado em contratos de aluguel e reajustes empresariais, o Focus mostra ligeira queda: 0,95% em 2025 (ante 0,96%), 4,20% em 2026 e 4% em 2027.
Entre os preços administrados, a estimativa de alta dentro do IPCA para este ano subiu de 4,77% para 4,81%, com projeções de 3,97% em 2026 e 3,84% em 2027.
Para o câmbio, o mercado espera R$ 5,50 em 2026, R$ 5,51 em 2027 e R$ 5,56 em 2028. A trajetória indica expectativa de estabilidade na taxa de câmbio nominal, refletindo um cenário de juros elevados e menor pressão inflacionária.
A manutenção da Selic em 15% reforça a avaliação de que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve adotar uma postura cautelosa até que haja sinais mais consistentes de convergência da inflação à meta.
Para o economista Maykon Rodrigues, o boletim desta segunda-feira mostra uma reação direta à surpresa positiva do IPCA de setembro, mas ainda não indica um ciclo de desinflação consolidado.
“O mercado reduziu em 8 pontos-base suas projeções para a inflação cheia de 2025 após o dado de setembro, que veio abaixo do esperado, sobretudo na parte subjacente. Mesmo assim, a inflação de serviços sensível à ociosidade segue acelerando, em cerca de 6,6% na média móvel anualizada dos últimos três meses”, explica Rodrigues.
Segundo ele, o mercado de trabalho segue apertado e o hiato do produto permanece positivo, o que deve manter alguns preços pressionados.
“Com esse quadro, continuo vendo pouco espaço para cortes da Selic neste ano. O Copom deve manter uma postura firme até observar queda mais clara na inflação de serviços”, avalia.
Em síntese, o Boletim Focus desta semana indica uma melhora gradual nas projeções de inflação e câmbio, mas sem alteração relevante nas expectativas de juros.
A tendência, segundo analistas, é de manutenção da política monetária restritiva até o fim de 2025, com eventuais cortes graduais apenas em 2026, caso o cenário fiscal e a inflação de serviços apresentem desaceleração mais consistente.

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