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Fernanda Rocha: Bolsa deve seguir volátil até o segundo turno; renda fixa ganha espaço
Publicado 14/10/2026 • 19:58 | Atualizado há 41 minutos
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Publicado 14/10/2026 • 19:58 | Atualizado há 41 minutos
KEY POINTS
A bolsa brasileira deve continuar sujeita a oscilações intensas até o segundo turno das eleições, em 25 de outubro, e os investidores podem aproveitar as altas recentes para ajustar suas carteiras, avaliou Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo e notável do Times Brasil, em entrevista nesta quarta-feira (14) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“Na semana passada, a gente viu uma euforia e agora voltou à volatilidade, boa e velha volatilidade a que estamos tão acostumados por aqui”, afirmou Fernanda, ao comentar o segundo pregão consecutivo de perdas após os ganhos que se seguiram ao primeiro turno.
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Na avaliação da especialista, pesquisas que indiquem uma disputa mais equilibrada podem provocar novas correções, enquanto diferenças maiores entre os candidatos tendem a estimular apostas de curto prazo. “Até o dia 25, a gente vai ver bastante volatilidade”, disse.
A forma de distribuir os investimentos pode mudar conforme as expectativas para a política econômica. Fernanda explicou que uma eventual continuidade do governo favoreceria, em sua avaliação, empresas exportadoras, enquanto a perspectiva de mudança de governo, acompanhada de ajuste fiscal e queda dos juros futuros, poderia beneficiar as companhias menores listadas na bolsa.
“Menos juros vão impactar principalmente o que a gente viu acontecendo com as small caps”, ressaltou. Ela citou valorização de 21,3% do índice no último mês, além de avanços de 25% em um ano e 18% em cinco anos, nas janelas analisadas durante a entrevista.
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Essas ações, consideradas mais sensíveis aos juros, também estiveram entre as que mais recuaram na semana, de acordo com a entrevistada. Para quem acumulou ganhos, o movimento pode representar uma oportunidade de realização parcial de lucros antes de novas pesquisas e do resultado eleitoral.
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Siga o Times | CNBCAlém da eleição brasileira, a inflação americana e a trajetória dos juros nos Estados Unidos pesam sobre os mercados. Fernanda citou uma leitura de 3,6% para a inflação ao consumidor em 12 meses e afirmou que o dado ampliou as expectativas de juros elevados por mais tempo.
A entrevistada também apontou a valorização internacional do dólar. Segundo ela, o índice DXY passou de uma região próxima de 97 pontos para acima de 102. Com os títulos americanos oferecendo retornos maiores, parte dos recursos tende a deixar mercados emergentes, como o Brasil, em direção aos Estados Unidos.
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“Isso influencia demais aqui, porque a gente tem esse esvaziamento que viu acontecendo hoje, principalmente no início do dia”, observou Fernanda, ao relacionar a pressão sobre a bolsa brasileira à divulgação dos números de inflação nos Estados Unidos.
Uma Selic abaixo de 10% em 2027 ainda é possível, mas não integra o cenário-base da assessora. “Vai depender, independentemente do governo que entre, de um ajuste fiscal severo”, ponderou. Ela acrescentou que a inflação brasileira acima do esperado e o aumento dos gastos tornam esse objetivo mais difícil.
Para os investidores que lucraram com a alta recente, Fernanda recomendou rebalancear a carteira e reduzir posições que cresceram além da proporção planejada. “Colocar um pouco desse lucro no bolso faz bastante sentido”, explicou. Para novas aplicações em ações, a orientação foi dividir as compras em etapas, em vez de investir todo o valor de uma vez.
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A renda fixa continua atraente na avaliação da especialista, sobretudo como parte estrutural da carteira. “Você tem que estruturar sua carteira pensando no longo prazo, não só numa troca de governo”, destacou. E resumiu sua crítica às operações concentradas no resultado eleitoral: “Isso não é investimento, isso é aposta”.
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