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CNI e Fiesp criticam corte da Selic: “insuficiente” e “tímido”; Firjan defende rigor fiscal

Publicado 18/03/2026 • 20:12 | Atualizado há 17 minutos

KEY POINTS

  • Entidades afirmam que redução de 0,25 ponto na Selic não reverte desaceleração nem destrava investimentos.
  • CNI diz que medida é “insuficiente” e critica cautela “excessiva” do Banco Central.
  • Fiesp classifica decisão como “tímida” e aponta cenário de juros “absurdos” no país.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (18) foi alvo de críticas de entidades industriais, que consideraram a medida aquém do necessário para impulsionar a economia.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (18) foi alvo de críticas de entidades industriais, que consideraram a medida aquém do necessário para impulsionar a economia.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o corte é “correto, mas insuficiente”, destacando que a medida é “incapaz de interromper a queda da atividade econômica, não destrava investimentos, nem reduz o endividamento”, em um cenário de “política monetária excessivamente restritiva”.

Leia também: Copom reduz Selic em 0,25 ponto, para 14,75% ao ano; corte é o primeiro em quase 2 anos

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a condução da política monetária segue “excessiva” e criticou a postura da autoridade monetária. “A inflação está em franca desaceleração e as expectativas de mercado para a alta dos preços seguem dentro do intervalo de tolerância da meta. Isso, por si só, já justificaria queda mais acentuada da taxa básica de juros. Essa cautela do Banco Central ainda é excessiva e seguirá penalizando ainda mais nossa economia”, disse.

Alban defende que o Banco Central intensifique a magnitude dos cortes na Selic já na próxima reunião do Copom, prevista para o fim de abril. “Isso é necessário para viabilizar melhores condições de investimento às empresas, reduzir o endividamento das famílias e recolocar a economia em trajetória de crescimento. A flexibilização mais expressiva dos juros não é apenas desejável: trata-se de condição imprescindível para recuperar a produtividade nacional e o bem-estar social”, completa Ricardo Alban.

Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) classificou a decisão como “tímida”, afirmando que o movimento é insuficiente diante das condições atuais da economia.

Leia também: Copom corta juros sob choque geopolítico, e mercado vê espaço mais estreito para alívio da Selic

O presidente da entidade, Paulo Skaf, criticou o nível dos juros no país e seus efeitos sobre a atividade econômica. “O Brasil opera sob uma lógica de juros ‘absurdos’, onde as taxas praticadas no mercado atingem seis vezes o índice de inflação”, afirmou.

Segundo a Fiesp, esse cenário representa uma “punição ao investimento e à inovação em favor da inércia da renda fixa”. A entidade entende que, para que o País volte a crescer, “é urgente que o governo assuma a responsabilidade sobre seus gastos excessivos e déficits – que já elevam a dívida pública para patamares próximos a 80% do PIB”.

Rigor fiscal

A redução da taxa Selic foi avaliada de forma positiva pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que também ressaltou a importância do rigor fiscal para sustentar um ambiente de juros mais baixos.

Em nota, a entidade afirmou que a decisão acompanha a ancoragem das expectativas de inflação dentro das metas e reflete o arrefecimento gradual do mercado de trabalho.

Ainda assim, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, destacou que o nível de juros continua elevado. “O atual patamar de juros permanece significativamente restritivo, sobretudo para a indústria de transformação, que segue enfrentando dificuldades para sustentar o investimento e recuperar competitividade”, afirmou.

Leia também: ‘Futuro da Selic ainda depende da guerra no Oriente Médio, apesar de cortes’, defende economista

A federação também chamou atenção para a importância do controle dos gastos públicos, mesmo diante das incertezas relacionadas ao ciclo eleitoral, como condição para reduzir o risco-país e permitir uma queda consistente dos juros.

Na avaliação do economista-chefe da entidade, Jonathas Goulart, esse é um fator determinante. “Sem o pilar da responsabilidade fiscal, não será possível alcançar um patamar de juros capaz de destravar o investimento e devolver à indústria o fôlego necessário para competir no cenário global”, disse.

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