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‘Futuro da Selic ainda depende da guerra no Oriente Médio, apesar de cortes’, defende economista
Publicado 18/03/2026 • 19:55 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 18/03/2026 • 19:55 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A decisão do Copom de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 14,75% ao ano, em meio a um cenário de extrema incerteza geopolítica, foi analisada por Fabio Kanczuk, diretor de macroeconomia do ASA, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O economista ressaltou que, embora o Banco Central tenha iniciado um ciclo de flexibilização, o futuro das taxas permanece atrelado ao desenrolar dos conflitos no Oriente Médio: “Ninguém tem certeza de nada, está tudo dependendo da guerra e de quão severa será a questão do petróleo. O que o Banco Central quer dizer com ‘calibração’ é que manterá a política restritiva, mas calibrando o quão restritiva ela está, o que envolve continuar cortando juros se a situação permitir”, explicou.
Kanczuk observou que a manutenção do preço do barril em patamares elevados, como os US$ 110 (aproximadamente R$ 578,91) registrados recentemente, impõe limites à velocidade das quedas. “Se o cenário for mantido, o jogo na próxima reunião deve ficar entre um corte de 0,25 ou 0,50 ponto. No entanto, a barra para uma aceleração é alta, e um agravamento que leve o petróleo a US$ 150 (R$ 789,42) ou US$ 200 (R$ 1.052,56) mudaria o jogo completamente”, alertou.
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Siga o Times | CNBCSobre o impacto no mercado financeiro e a fuga de capitais, o diretor do ASA afirmou que o movimento já era esperado pelos investidores internacionais, que monitoram de perto os rendimentos nos Estados Unidos: “O corte de 0,25 estava totalmente precificado, sem surpresa nenhuma. O efeito do comunicado do Banco Central acaba sendo pequeno perto do impacto diário da guerra; o mercado amanhã deve se mover ao sabor das notícias do Irã”.
Por fim, o especialista destacou a curta janela de oportunidade para ajustes antes do período eleitoral, que costuma trazer volatilidade adicional ao câmbio e aos ativos brasileiros. “Temos um horizonte curto até a eleição e é preciso pensar no ciclo de corte dentro desse cenário. Após a eleição, a dinâmica muda completamente, e o Banco Central terá que lidar com novas pressões e expectativas desancoradas”.
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