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Economia circular se torna questão estratégica e de segurança de suprimentos
Publicado 12/03/2026 • 09:40 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/03/2026 • 09:40 | Atualizado há 1 hora
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A transição do modelo linear para a economia circular é hoje uma questão de competitividade estratégica e segurança de suprimentos, indo muito além da pauta ecológica, afirmou Tatiana Sasson, Head de Impacto da Light Rock, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ela explicou que o conceito busca otimizar recursos e maximizar o ciclo de vida dos produtos: “Diferente do modelo de extração, produção e descarte, a economia circular foca em recuperar componentes valiosos como ouro e cobre de eletroeletrônicos. Em um mundo de tensões geopolíticas e volatilidade, o incentivo econômico para o reuso de materiais tornou-se um pilar fundamental para a indústria global”, destacou.
Embora o Brasil seja referência mundial na reciclagem de alumínio, o índice geral de reaproveitamento de resíduos no país ainda é considerado baixo por Tatiana Sasson. “Geramos cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos por ano, mas apenas 5% são reciclados. Temos um potencial enorme, especialmente em resíduos biológicos; o bagaço da cana já é usado para energia, mas ainda há muito espaço para evoluir na gestão de componentes eletrônicos e logística reversa”, analisou.
A Europa lidera essa agenda global com taxas de reciclagem que chegam a 12%, o dobro da média mundial, impulsionada por políticas públicas robustas como o Green Deal. De acordo com a especialista, o sucesso europeu se deve a um tripé: “Lá existe uma combinação de incentivos governamentais, uma população com alta consciência ambiental na separação de resíduos e uma indústria que busca eficiência máxima no uso de recursos. É um exemplo claro de como a política pública pode transformar a economia”, afirmou.
No campo dos investimentos, a Light Rock identifica oportunidades crescentes em startups que transformam resíduos em ativos financeiros e energéticos. “Vemos muitos empreendedores criando negócios inovadores, como a ComBio, focada em energia térmica, a Eureciclo, com créditos de logística reversa, e a Circular Brain, em eletrônicos. São empresas que geram resultados interessantes ao transformar problemas ambientais em soluções de mercado rentáveis”.
Para acelerar esse processo no Brasil, a executiva defende a criação de um ecossistema mais integrado que ofereça benefícios diretos ao consumidor final. “Precisamos de rastreabilidade e de incentivos adequados, como o modelo europeu onde você entrega uma geladeira de US$ 500 (R$ 2,6 mil) e recebe um desconto na nova. Sem essa infraestrutura e o benefício econômico claro para o cidadão, fica difícil escalar a destinação correta dos resíduos em nível nacional”.
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