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Fitch mantém projeção de crescimento de 1,9% para o PIB do Brasil
Publicado 12/03/2026 • 10:30 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 12/03/2026 • 10:30 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
A Fitch Ratings manteve a estimativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) real do Brasil deve crescer 1,9% em 2026, moderando em relação aos 2,3% em 2025 e 3,4% em 2024, devido ao efeito defasado da política monetária restritiva, que deve continuar afetando consumo e investimento. Contudo, como contraponto, a reforma do imposto de renda (IR) aprovada em 2025 deve ajudar o consumo, pois reduz impostos para famílias de baixa renda com maior propensão a consumir.
A redução nas tarifas dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras, após decisão da Suprema Corte, também deve proporcionar alívio à economia, embora o Brasil continue sendo considerado uma economia relativamente fechada.
Para 2027, a estimativa é de crescimento de 1,8%, refletindo impulso fiscal e parafiscal mais baixo no período.
Já para a inflação, a estimativa é de moderação para 4% até o final de 2026 e 3,8% até o final de 2027, ainda acima da meta de 3% do Banco Central, segundo relatório de perspectiva econômica global da Fitch, divulgado nesta quarta-feira (11).
Leia também: Focus: mercado mantém estimativas para inflação e PIB, mas eleva Selic
Em 2025, a inflação caiu para 4,3%, após atingir pico de 5,5% em abril de 2025, em meio à política monetária restritiva prolongada e à desaceleração da economia, embora a inflação de serviços permaneça elevada, refletindo a rigidez do mercado de trabalho.
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Siga o Times | CNBCA Fitch também espera que o Banco Central (BC) comece um ciclo de afrouxamento monetário já na reunião deste mês, diante de inflação mais baixa e expectativas inflacionárias melhores. Ainda assim, a agência avalia que a autoridade monetária deve agir com cautela, devido à rigidez do mercado de trabalho, riscos geopolíticos e incertezas domésticas antes das eleições presidenciais.
A agência de classificação de risco projeta que a taxa Selic deve cair de 15% ao ano para 12% até o fim de 2026, com novos cortes em 2027, levando o juro básico para 10,50%.
Leia também: Henrique Meirelles: “Juros foram mais decisivos que o tarifaço para a desaceleração do PIB”
Após apreciação do real em 2025, favorecida pela fraqueza do dólar norte-americano e pelo alto diferencial de juros em relação aos Fed funds, a Fitch avalia que a moeda brasileira deve perder força gradualmente, encerrando 2026 em R$ 5,50 por dólar.
A análise destaca incertezas relacionadas às eleições de outubro, especialmente em relação à questão fiscal, além de observar que uma política monetária mais frouxa tende a reduzir o suporte ao real.
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