Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Empreendedor brasileiro envelhece e continua sem proteção social, aponta FGV Ibre
Publicado 27/10/2025 • 20:41 | Atualizado há 6 meses
Jim Cramer recomenda comprar ações da Tesla após fala de Elon Musk em teleconferência
Nike corta 1.400 postos de trabalho em segunda rodada de demissões neste ano
Meta demitirá 10% da força de trabalho para investir mais em inteligência artificial
Trading arriscado de ‘ações memes’ volta ao mercado após mudança regulatória nos EUA
EXCLUSIVO CNBC: CEO da Dow diz que gargalo no Estreito de Ormuz pode levar vários meses para ser resolvido
Publicado 27/10/2025 • 20:41 | Atualizado há 6 meses
O empreendedor brasileiro está envelhecendo e continua atuando em grande parte à margem da formalidade. Segundo o levantamento Retrato do Empreendedorismo no Brasil, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), 34,1% dos donos de negócios têm 50 anos ou mais — proporção bem superior à observada no mercado formal de trabalho (18%, conforme a Relação Anual de Informações Sociais – Rais).
Essa é a faixa de maior participação entre os empreendedores, à frente dos grupos de 40 a 49 anos (25,1%), 30 a 39 anos (24,2%) e dos que têm até 29 anos (16,6%). Para o FGV Ibre, mesmo com a desaceleração observada desde o fim de 2022, a atividade empreendedora segue muito relevante, representando 29,3% do emprego no Brasil — cerca de 30 milhões de pessoas.
“Embora tenha perdido fôlego desde o final de 2022, a atividade empreendedora no Brasil ainda é muito relevante”, afirmou o FGV Ibre. “É uma realidade para cerca de 29,3% do emprego no Brasil.”
Os dados, que incluem informações do IBGE e do Sebrae, mostram também que o perfil educacional do empreendedor mudou na última década. Hoje, 21,5% têm ensino superior completo, contra 10,3% em 2012. Outros 40% possuem ensino médio completo ou superior incompleto, enquanto 13,7% concluíram apenas o fundamental e 24,8% não possuem instrução formal ou têm o fundamental incompleto.
Durante o segundo trimestre de 2025, o FGV Ibre incorporou perguntas específicas sobre empreendedorismo em sua Sondagem do Mercado de Trabalho (SMT), que ouviu 5,4 mil pessoas. Para 70,4% dos entrevistados, a empresa é a principal fonte de renda, enquanto 29,6% afirmaram ter outra forma de rendimento predominante.
Quando questionados sobre motivação, as respostas se dividiram: 22,2% citaram o desejo de independência, 18,3% mencionaram a necessidade de renda extra e 17,5% se declararam desempregados — o que evidencia que o empreendedorismo brasileiro continua sendo tanto uma escolha quanto uma alternativa de sobrevivência.
O levantamento, porém, também expõe as fragilidades estruturais do setor. No segundo trimestre de 2025, apenas 34,4% dos donos de negócios possuíam CNPJ, e 60,3% dos empreendedores não contribuíam para nenhum instituto de previdência. Apesar de o número de empreendedores formais ter crescido na última década, o baixo vínculo com o Estado e a ausência de proteção social ainda evidenciam um elevado grau de vulnerabilidade — um desafio central para o amadurecimento do ecossistema de negócios no país.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Raízen: credores apresentam plano de reestruturação e pressionam por acordo
2
Justiça acata pedido da PF e decreta prisão preventiva de MC Ryan, Poze do Rodo e dono da “Choquei”
3
Escassez de mão de obra no Brasil eleva salários e dificulta retenção no setor de serviços
4
O que é a Cursor e por que Musk quer comprá-la por US$ 60 bilhões
5
Manobra de IPO reverso revela falha na B3 e deixa investidor sem proteção