Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Tarifas: Brasil negocia com EUA para evitar sobretaxa de 25% até 15 de julho
Publicado 07/06/2026 • 13:05 | Atualizado há 5 meses
Lula vence eleição presidencial histórica no Brasil; Bolsonaro se recusa a reconhecer a derrota
O que Democratas e Republicanos mais temem antes das eleições de meio de mandato nos EUA? Pesquisa da CNBC responde
Lula e Bolsonaro mobilizam apoiadores na véspera do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil
Arábia Saudita diz ter interceptado mísseis e drones dos Houthis a caminho de Riad e outras cidades neste domingo (25)
França vê protestos pressionarem mercados e investidores avaliam riscos para o déficit, o crescimento e setores expostos
Publicado 07/06/2026 • 13:05 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Associação afirma que a medida eleva custos, pressiona contratos e atinge uma indústria cujas exportações aos EUA já recuaram 41,7% em 2026.
O governo brasileiro tenta fechar um acordo tarifário com os Estados Unidos antes de 15 de julho para evitar a adoção das tarifas de 25% recomendada pelo Escritório do Representante Comercial americano (USTR) sobre importações originárias do Brasil. A avaliação interna é de que um acordo é possível, ainda que difícil.
🔍 USTR (United States Trade Representative) Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, órgão ligado à Casa Branca responsável pela formulação e coordenação da política comercial americana. Conduz negociações com outros países e pode recomendar ao presidente a aplicação de tarifas punitivas.
Leia também: Guerra no Oriente Médio completa 100 dias com impacto direto nos mercados globais
O prazo inicial de 30 dias acordado após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Washington termina neste domingo (7). A USTR fixou 15 de julho como nova data-limite para uma definição, o que, em tese, pode ser prorrogado.
O governo avalia que um acordo seria mais vantajoso para ambos os países do que a sobretaxa de 25%. Um dos argumentos brasileiros é que os EUA têm superávit comercial com o Brasil e que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre importações americanas é de 2,7%, o que, segundo Brasília, não sustenta a tese de que empresas norte-americanas enfrentam barreiras relevantes no mercado brasileiro.
Leia também: Por que ações de semicondutores estão derretendo mesmo com os resultados recordes
A recomendação da USTR é resultado de investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O relatório alega práticas “desleais” do Brasil nas relações comerciais, incluindo críticas ao Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, apontado como obstáculo para empresas americanas do setor financeiro.
O governo brasileiro rejeitou os argumentos, classificando-os como ilegítimos e como tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressão do protecionismo unilateral de Washington.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC🔍 Seção 301 Dispositivo da Lei de Comércio dos Estados Unidos que autoriza o governo americano a investigar práticas comerciais de outros países consideradas injustas ou discriminatórias e a impor tarifas como retaliação. Foi usada amplamente durante o primeiro mandato de Trump contra a China.
Entre os entraves da negociação está o fato de os EUA conduzirem simultaneamente várias rodadas tarifárias com outros países, além de estarem envolvidos no conflito no Oriente Médio. Outro fator é o perfil das demandas americanas, historicamente abrangentes e multissetoriais.
O Brasil, por enquanto, restringe as conversas ao campo tarifário e comercial. O Pix não entra em qualquer negociação com Washington, segundo o governo. Terras-raras também ficam fora da pauta, ao menos neste momento.
Existe a possibilidade de um novo encontro entre Lula e Trump à margem do G7, na França, entre os dias 15 e 17 de junho, mas não há confirmação de reunião bilateral.
🔍 Superávit comercial Saldo positivo na balança comercial, quando um país exporta mais do que importa em relação a um parceiro específico. No caso Brasil-EUA, os americanos vendem mais ao Brasil do que compram, o que enfraquece o argumento de que o mercado brasileiro seria fechado para produtos americanos.
Leia também: Nvidia RTX Spark chegou com tudo, menos com preço acessível e um comprador em mente
A taxação adicional de 10% a 12,5% imposta pelos EUA a cerca de 60 países, sob o argumento de omissão no combate ao trabalho análogo à escravidão, é vista pelo governo brasileiro como uma medida estrutural, sem espaço para negociação bilateral.
A avaliação é de que essa tarifa foi desenhada para recompor, sob novas bases legais, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte americana. Por abranger aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina de Javier Milei, a taxação teria caráter sistêmico, não punitivo individual.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: TSE paralisa divulgação com 0,25% dos votos do segundo turno após STF prorrogar horário de votação
2
DECISÃO 2026: STF determina ao TSE prorrogar votação por duas horas em todo o Brasil
3
Especial DECISÃO 2026 Times Brasil | CNBC no ar: acompanhe a apuração dos votos com análise ao vivo
4
DECISÃO 2026: existe terceiro turno nas eleições brasileiras? Entenda o que diz a lei
5
DECISÃO 2026: Polymarket e Kalshi apontam mais de 83% de chance de vitória de Flávio Bolsonaro
Citi vê sinal que só ocorreu duas vezes desde 1999 no S&P 500 e diz que queda de Wall Street ainda não é para comprar
Bolsas da Ásia fecham mistas com cautela sobre gastos em IA e prejuízo de US$ 80 bilhões da Anthropic em seis meses