Dólar sobe e vai a R$ 5,75, em sessão negativa para divisas latino-americanas; Ibovespa B3 fecha em alta
Publicado 27/03/2025 • 19:15 | Atualizado há 3 dias
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Publicado 27/03/2025 • 19:15 | Atualizado há 3 dias
KEY POINTS
Ações de fintechs têm dia negativo nos EUA.
Pixabay.
O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (27) em alta moderada no mercado doméstico, na casa de R$ 5,75, em dia marcado por perdas de divisas latino-americanas na esteira do aumento de temores relacionados à escalada tarifária do governo norte-americano de Donald Trump.
O real, que costuma sofrer mais em episódios de aversão ao risco, apresentou perdas inferiores a de seus pares. Pesos colombiano e chileno amargaram desvalorização mais aguda entre as divisas da região, embora o peso mexicano tenha acentuado o ritmo queda à tarde, depois de o Banxico cortar a taxa básica em 0,50 ponto porcentual, para 9% ao ano.
Segundo operadores, os impactos da piora do ambiente global sobre o real teriam sido amenizados pela perspectiva de continuidade do aperto monetário e de permanência da taxa Selic em níveis elevados por período prolongado, após a mensagem dura do Relatório de Política Monetária (RPM) e falas do presidente do BC, Gabriel Galípolo, reforçando a busca pela meta de inflação.
Com máxima a R$ 5,7707, pela manhã, o dólar à vista fechou em alta de 0,36%, cotado a R$ 5,7533. Foi o segundo pregão seguido de avanço da moeda norte-americana, que acumula ganhos de 0,62% em relação ao real na semana. Em março, o dólar ainda apresenta desvalorização de 2,76%. N
a quarta à noite, Trump anunciou que vai impor tarifas de 25% sobre automóveis fabricados no exterior e exportados para os EUA a partir de 3 de abril, o que aguçou as expectativas para o anúncio da tarifas recíprocas no próximo dia 2.
Embora o ambiente externo seja predominante para o comportamento do real, analistas afirmam que as medidas anunciadas recentemente pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta recuperar a popularidade, causam desconforto entre investidores ao aumentar a percepção de risco.
Um fator que também teve impacto é a surpresa com a forte demanda pelo chamado crédito consignado privado, vista como medida populista para sustentar o consumo em momento no qual o Banco Central aperta a política monetária para tentar conter a inflação. Há dúvidas também sobre a aprovação de medidas de compensação à isenção do Imposto de Renda para que ganha até R$ 5 mil por mês.
O Ibovespa B3 retomou nesta quinta-feira o nível de 133 mil pontos em fechamento pela primeira vez no ano. Nesta quinta, o índice da B3 se movimentou em faixa mais ampla, dos 132.478,98 aos 133.904,38, saindo de abertura aos 132.522,18 pontos. O giro financeiro foi, nesta quinta, a R$ 20,8 bilhões.
Na semana, o Ibovespa B3 avança 0,61% e, no mês, acumula ganho de 8,43%. No ano, sobe 10,70%. No fechamento desta quinta, o Ibovespa B3 marcava 133.148,75 pontos, em alta de 0,47%.
Entre as ações de primeira linha, os ganhos do dia foram puxados por Vale (ON +0,80%) e Petrobras (ON +1,02%, PN +0,75%), enquanto os grandes bancos fecharam na maioria em baixa moderada, à exceção de Santander (Unit +0,62%) e, ao fim, de Itaú (PN +0,12%).
Na ponta ganhadora do Ibovespa B3, JBS (+5,83%), Hapvida (+5,38%), Cogna (+5,15%) e Yduqs (+4,93%). No lado oposto, Marcopolo (-4,98%), CVC (-2,58%), Vamos (-2,28%) e IRB (-2,00%).
Para Cesar Mikail, gestor de renda variável na Western Asset, desde que se iniciaram os “movimentos erráticos” do governo Trump com relação à política tarifária, tem prevalecido nas bolsas de Nova York certa apreensão com relação ao risco de uma recessão nos Estados Unidos – cautela que desencadeou uma rotação de ativos em direção a mercados emergentes e da Europa, apreciando também as respectivas moedas.
Outro fator importante que tem sustentado fluxo estrangeiro para a B3 neste primeiro trimestre é uma melhor percepção sobre a evolução da economia chinesa, da qual o mercado brasileiro é visto como ‘proxy’ pela exposição a commodities.
Há também uma percepção relativamente mais equilibrada do mercado com relação ao fiscal doméstico, o que se reflete também na ponta longa da curva de juros – em ajuste de baixa, no DI, que desperta em especial o apetite do investidor doméstico pelas ações cíclicas, como as de construtoras e do setor de consumo.
No acumulado em 2025, conforme dados disponíveis até o dia 25, o fluxo de capital externo está positivo em R$ 11,895 bilhões na B3. No mês de março, até a mesma data, houve entrada de R$ 4,371 bilhões por parte de estrangeiros, resultado de compras acumuladas de R$ 225,782 bilhões e vendas de R$ 221,411 bilhões.
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