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Economia Brasileira

Indústria da reciclagem gera empregos, avança em inovação e movimenta R$ 80 bilhões por ano

Publicado 28/10/2025 • 07:44 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Indústria brasileira de reciclagem, embora pouco conhecida, é extraordinariamente dinâmica e processa mais de 15 milhões de toneladas de materiais anualmente.
  • Setor abrange materiais pós-consumo, como os de residência, comércio, hotelaria e restauração, assim como descartes da produção (aparas de papel, aço, retalhos têxteis).
  • Apesar deste avanço, o Brasil ainda desperdiça um grande potencial em reciclagem de materiais, especialmente no pós-consumo.

Alice Mafra / Wikimedia Commons

Ponto de coleta de materiais recicláveis em Olinda, Pernambuco

A indústria brasileira de reciclagem, embora pouco conhecida, é extraordinariamente dinâmica e processa mais de 15 milhões de toneladas de materiais anualmente ao valor de US$ 15 bilhões (R$ 80,7 bilhões). Os dados são de pesquisa da Mastersenso Consultoria Industrial, empresa que atua no ramo de serviços para otimizar processos e gestão na indústria.

Esse “setor industrial oculto”, segundo relatório do levantamento, desempenha papel crucial na economia, promovendo empregos, inovação tecnológica e sustentabilidade, ao revalorizar descartes como papel, plásticos, vidro, metais e têxteis. Apesar de menos estruturado em logística reversa do que outros países, o Brasil destaca-se pela quantidade e qualidade de muitos empreendimentos com grande potencial de crescimento.

A indústria da reciclagem abrange materiais pós-consumo, como os de residência, comércio, hotelaria e restauração, assim como descartes da produção (aparas de papel, aço, retalhos têxteis). “Historicamente, o País desenvolveu uma habilidade notável para coleta e reciclagem de materiais, apoiada por ferros-velhos, centenas de milhares de catadores, pontos de coleta e circuitos setoriais regulamentados para garantir reaproveitamento de pneus, baterias, veículos, óleos lubrificantes, lâmpadas e embalagens de defensivos”, traz o relatório.

A criatividade e a tecnologia envolvidas impressionam: papel retornando para embalagens e polpa de celulose; plásticos viram novas garrafas, tintas e fibras têxteis; metais são reaproveitados em construções, peças e embalagens; vidros voltam a ser garrafas ou vidros planos; têxteis são transformados em carpetes, filtros ou novas roupas, além de produção de materiais de drenagem, pavimentação e tantos outros.

Apesar deste avanço, o Brasil ainda desperdiça um grande potencial em reciclagem de materiais, especialmente no pós-consumo, diz o relatório. Anualmente cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos são geradas, sendo cerca de 50% a parcela de orgânicos, 30% recicláveis (metais, papel, plásticos, têxteis) e 20% de sobras e resíduos higiênicos. O avanço da coleta seletiva e sistemas MRFs (Material Recovery Facilities) poderão dobrar a produção do setor da reciclagem no futuro, gerando empregos e renda, a exemplo das agremiações de catadores.

A COP30 deve promover o crescimento da indústria da reciclagem, que depende de melhorias no sistema de coleta seletiva pública, no comportamento do consumidor quando descarta, na compra de produtos com conteúdo reciclado e nos incentivos fiscais e apoio ao empreendedorismo. O Plano Nacional de Resíduos Sólidos, e seus desdobramentos em Decretos de Logística Reversa, são pilares estruturantes que reforçam a responsabilidade compartilhada entre governo/sociedade/empresas.

“Essas regulações impulsionam a indústria da reciclagem nacional ao adicionar obrigatoriedades ao voluntarismo praticado atualmente, incluindo metas de reciclagem e de conteúdo reciclado para a circularidade. O recente Decreto dos Plásticos, que instituiu meta de reciclagem de 50% em 2040, é um ótimo exemplo para agregação de valor aos materiais de embalagens descartados”, exemplifica o relatório da consultoria.

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