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O “azedume” econômico: a guerra da carne
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KEY POINTS
Montagem
Em julho do ano passado, 2026 foi batizado oficialmente como o Ano da Cultura e do Turismo Brasil-China. Enquanto a cultura tenta unir, a economia das commodities enfrenta um teste de estresse.
A China impôs uma tarifa de 55% sobre a carne bovina importada que ultrapassar a cota de 1,106 milhão de toneladas em 2026.
Para tentar “adoçar” a relação e salvar a receita do setor — que corre o risco de perder US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16,26 bilhões, na cotação atual) neste ano (2026) —, o governo brasileiro deve apresentar uma proposta estratégica: assumir as cotas de outros países que não conseguirem cumprir suas metas de exportação para a China.
O Brasil vendeu 1,5 milhão de toneladas para Pequim em 2025. Se a proposta de remanejamento de cotas não avançar, cerca de 30% da produção brasileira destinada ao maior cliente do país será sobretaxada, o que pode gerar um efeito cascata de desestímulo ao investimento no campo e queda na arrecadação tributária.
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Outro ponto de atenção para o “Ano da Cultura” é o financiamento. Levantamentos indicam que empresas brasileiras que lucram bilhões exportando para a China ainda são resistentes em patrocinar projetos via Lei Rouanet. De mais de 134 mil projetos inscritos, apenas 79 tinham a China como tema, captando somente R$ 17,8 milhões.
Analistas alertam que, sem o engajamento das grandes mineradoras, petroleiras e frigoríficos na destinação de até 4% do IRPJ para o intercâmbio cultural, o ano de 2026 corre o risco de se resumir a apresentações diplomáticas restritas a Brasília e São Paulo, perdendo a oportunidade de uma integração profunda com as províncias chinesas.
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