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Pagamentos via celular crescem quase 1.400% entre 2020 e 2024
Publicado 27/04/2025 • 13:30 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 27/04/2025 • 13:30 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
Bruno Peres/Agência Brasil
De um total de 176,2 bilhões de transações financeiras realizadas no Brasil nos últimos cinco anos (2020 a 2024), 138,6 bilhões (78,7%) foram feitas por meio de telefone celular. Apenas em 2024, o porcentual foi ainda mais agressivo: 85%, com 58,6 bilhões do total de 68,8 bilhões.
A curva é vertiginosa. Em 2020, o total de transações via celular foi de 4 bilhões — assim, em apenas quatro anos o aumento dessa modalidade foi de 1.360%. O crescimento sobre 2023 (40,5 bilhões) foi de 44%. Os dados são do documento Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil, do Banco Central (BC).
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Muito distante, depois do celular, está o internet banking, com 23 bilhões de transações em quatro anos (13,1% do total). Somente em 2024, foram 7,8 bilhões — 33% a mais do que no ano anterior e 189% a mais em relação a 2020.
Observar o mapa de transações do BC é imprescindível para o comerciante ou prestador de serviços se atualizar sobre os hábitos dos consumidores e de seus clientes em particular. A digitalização dos processos financeiros mudou o comportamento do brasileiro.
Em dez anos, o número de transações por pessoa passou de 164 para 790, aumento de 382%. As estatísticas passam a ficar disponíveis no Portal Brasileiro de Dados Abertos do BC. Segundo o banco, “a forma atual de disponibilização por meio de planilhas Excel será descontinuada em 1 de julho de 2025”.
Outro ponto que chama a atenção nos dados é a quantidade de transações em terminais ATM (caixas eletrônicos). Caiu 72%, de 620 milhões (2020) para 174 milhões (2024). Na soma do período todo, são 1,7 bilhão de transações, menos de 1% do total. Entre 2023 e 2024, as operações de saque diminuíram 12,5% em volume, de R$ 2,4 trilhões para R$ 2,1 trilhões.
“Na última década, as operações de saque decresceram 73% em valor real”, disse o BC no levantamento. No caso de agências e postos de atendimento, o número de transações foi de 908 milhões em 2020 para 965 milhões no ano passado (+6,3%).
O crescimento total das transações no ano passado se deve, principalmente, ao Pix (+52,2%). O total de transferências sem Pix recuou 7,9%. Depois dele, aparecem operações de débito (+28,6%) e transferências intrabancárias (+23,1%). Também cresceram as transações por meio de cartão de crédito, que aumentaram 11% e as de débito, 2,5%. Já entre as modalidades que tiveram recuo está o uso de cheque, que caiu 19,7%.
Segundo o BC, no final de 2024 havia 235 milhões de cartões de crédito ativos no país (+14% em um ano). Já os de débito caíram 5%, para 154 milhões. Os pré-pagos são 74 milhões (+9%). No uso do cartão de crédito, embora representem somente 13% das transações, as operações parceladas correspondem a 48% do valor movimentado. O volume em operações não presenciais (online) já soma 27,1% do total financeiro. Com o cartão de débito, só 4,6%.
Mesmo quando a transação é presencial, os hábitos são outros. O uso do cartão de crédito por aproximação chegou a 34,5% no último trimestre de 2024, ante 29,2% em igual período do ano anterior.
No débito, subiu de 34,6% para 44,9%. Em relação ao tíquete médio de todas as transações, o da TED foi de R$ 52 mil (+15%) e o da transferência intrabancária, de aproximadamente R$ 17 mil (-8%). A média do Pix foi de R$ 416 e a dos cartões, de R$ 80, ambos similares a 2023. O BC prevê lançar o Pix parcelado a partir de setembro.
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