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Liquidante do Banco Master já atuou em outros oito casos; confira
Publicado 19/11/2025 • 19:44 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 19/11/2025 • 19:44 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Eduardo Félix Bianchini foi escolhido pelo Banco Central como liquidante do Master. O banco teve sua liquidação extrajudicial decretada na terça-feira (18), logo após a prisão do dono, Daniel Vorcaro.
Quase sem pegadas nas redes sociais e sem conceder entrevistas à imprensa, ele deve se concentrar nos próximos anos em uma solução para a dissolução do banco. Antes de começar a trabalhar em processos do tipo, Bianchini foi servidor no BC por 39 anos, de 1973 até 2012.
Esta não é a primeira vez que Bianchini está à frente de um trabalho complexo de encerrar as atividades de uma instituição financeira, causando o menor dano possível a clientes e ao Sistema Financeiro Nacional (SFN).
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Desde 2012, quando se aposentou do BC, ele assumiu ao menos oito vezes o papel de liquidante ou interventor em processos determinados pelo regulador, sem contar o caso do Master:
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Siga o Times | CNBCOficialmente, uma empresa de Bianchini – a EFB, com nome composto pelas iniciais do ex-servidor do BC, seu único sócio-diretor – é a responsável pela liquidação do Master. Ela foi fundada em agosto de 2021. Tem capital social de R$ 1 mil, e endereço em um apartamento de um prédio residencial no bairro de Higienópolis, em São Paulo, a apenas dois quarteirões do Parque Buenos Aires.
O BC decretou na manhã de terça-feira a liquidação de quatro empresas do conglomerado Master – Banco Master, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank, Master Corretora, além da adoção do Regime Administrativo Especial Temporário (Raet) no Banco Master Múltiplo S.A. O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na noite de segunda-feira, 17. Agora, Bianchini fica responsável por todas as empresas.
Quando foi escolhido para sanar as empresas do Grupo Cruzeiro do Sul, por exemplo, Bianchini substituiu Sérgio Rodrigues Prates, em 2013. Na época, o BC detectou um rombo contábil de R$ 3,1 bilhões e 17 pessoas foram acusadas pelo Ministério Público Federal (MPF) de praticar crimes como gestão fraudulenta, caixa 2 e lavagem de dinheiro.
De acordo com a denúncia na ocasião, o banco teria criado mais de 300 mil empréstimos consignados falsos para maquiar seus balanços e dar a impressão de que seus números eram bons. Na época, Bianchini era interventor do Banco BVA e foi sucedido por Isney Manoel Rodrigues.
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Entre suas ações à frente do Cruzeiro do Sul, o liquidante determinou, por exemplo, que as carteiras de crédito da instituição passassem a ser administradas pelo Banco do Brasil. Na época, o Broadcast registrou que a escolha pela instituição pública foi pela experiência que o BB possuía com esse tipo de operação. Também pesou o fato de o banco ser o que comprou a maior parte das carteiras do Cruzeiro do Sul, além de Caixa, Bradesco e os estatais Banrisul (Rio Grande do Sul) e Banestes (Espírito Santo). A maior parcela, porém, foi comprada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com uma fatia de 70%.
Antes da liquidação, houve uma tentativa de venda, que estava em negociação com o Santander, mas o prazo de vencimento de uma dívida externa de US$ 1,5 bilhão do Cruzeiro do Sul fez com que não houvesse tempo hábil para que as conversas continuassem. No mesmo comunicado sobre a atuação no Cruzeiro do Sul, a autarquia anunciou também a liquidação do Banco Prosper, que tinha sido comprado pela instituição em dezembro de 2011. Até então, a empresa estava sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet) desde 4 de junho do mesmo ano sob o comando do FGC.
A Justiça, que chegou a manter os controladores presos por um mês, denominou o caso como “uma das mais graves fraudes da história financeira brasileira” e a imprensa internacional chegou a classificá-lo como uma “história de terror”. A operação foi encerrada em julho de 2015, com o liquidante pedindo a falência da instituição.
Nesse ano, o BC decretou a liquidação extrajudicial de cinco instituições por indício de crime de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores. Bianchini ficou encarregado de cuidar do caso envolvendo a Pioneer. A área de supervisão do BC constatou na ocasião que essas empresas fizeram “inúmeras operações cambiais irregulares”, com “inequívocos indícios de crimes”. Além disso, não teriam implementado políticas, procedimentos e controles internos compatíveis com o porte e o volume de operações, segundo o BC.
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