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Produção industrial cresce 0,9% em fevereiro, mas segue no vermelho no ano

Publicado 02/04/2026 • 14:10 | Atualizado há 1 hora

Homem usando equipamento de segurança em um parque industrial

A produção industrial brasileira avançou 0,9% em fevereiro na comparação com janeiro, na série com ajuste sazonal. Foi o segundo resultado positivo consecutivo, período em que acumula alta de 3%.

Apesar da melhora na margem, o setor ainda mostra perda de fôlego em outras bases de comparação. Frente a fevereiro de 2025, houve queda de 0,7%. No acumulado do primeiro bimestre, o recuo é de 0,2%. Em 12 meses, a indústria registra leve alta de 0,3%.

A média móvel trimestral avançou 0,3% no trimestre encerrado em fevereiro, interrompendo a trajetória de queda iniciada em outubro de 2025.

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Com o resultado mais recente, a produção está 3,2% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020, mas ainda 14,1% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011.

Para o economista Maykon Douglas, a atividade econômica iniciou 2026 com um ritmo conforme o esperado. “O setor industrial registrou, nos dois primeiros meses do ano, um crescimento mais disseminado: o índice de difusão, que mede o percentual de setores em alta, atingiu o maior nível desde novembro de 2024, considerando a média em doze meses”, disse.

No entanto, segundo o especialista, o setor continua com uma trajetória em “dois trilhos”. “No acumulado dos últimos doze meses, a indústria extrativa acumula crescimento de 7,4%, enquanto a indústria de transformação registra queda de 0,9%”, disse.

Crescimento disseminado na margem

O avanço de 0,9% em fevereiro foi relativamente espalhado: 16 dos 25 ramos pesquisados cresceram, além das quatro grandes categorias econômicas.

Entre os destaques, o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias subiu 6,6%, acumulando alta de 14,1% nos dois primeiros meses do ano e revertendo a queda de 9,5% registrada no fim de 2025. Também tiveram peso relevante coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (2,5%), no terceiro mês seguido de expansão e com ganho acumulado de 9,9% no período.

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Outras contribuições positivas vieram de máquinas e equipamentos (6,8%), indústrias extrativas (1,1%), alimentos (0,8%), bebidas (3,4%), móveis (7,2%), equipamentos de informática e eletrônicos (3,1%), produtos têxteis (4,4%) e manutenção e instalação de máquinas (3,4%).

Na outra ponta, nove atividades recuaram. A principal influência negativa foi de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), aprofundando a queda já observada em janeiro (-1,4%). Também tiveram impacto negativo produtos químicos (-1,3%) e metalurgia (-1,7%).

Entre as grandes categorias, bens de capital lideraram a alta na margem (2,3%), seguidos por bens intermediários (1,1%), bens de consumo duráveis (0,9%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,7%). Todos registraram o segundo mês seguido de crescimento.

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Queda na comparação anual

Na comparação com fevereiro de 2025, porém, o cenário é mais fraco. A produção caiu 0,7%, com retração em 20 dos 25 ramos pesquisados. Três das quatro grandes categorias econômicas também registraram queda. Fevereiro deste ano teve ainda dois dias úteis a menos que no ano anterior.

As principais pressões negativas vieram de veículos (-7,3%), produtos químicos (-6,4%) e máquinas e equipamentos (-11%). Também recuaram de forma relevante vestuário (-15,1%), produtos de metal (-8,4%), eletrônicos (-9,1%), materiais elétricos (-6,9%), calçados e artigos de couro (-9,9%), outros equipamentos de transporte (-9,6%), metalurgia (-2,7%), têxteis (-7,2%), móveis (-7,6%), borracha e plástico (-2,3%) e impressão (-13,5%).

Por outro lado, indústrias extrativas cresceram 10,2%, enquanto coque e derivados de petróleo avançaram 4% e produtos farmoquímicos e farmacêuticos subiram 20,6%. Bebidas (6,2%) e manutenção de máquinas (4,7%) também registraram alta.

Entre as grandes categorias, bens de capital (-13,5%) e bens de consumo duráveis (-9,3%) tiveram as quedas mais intensas. Bens de consumo semi e não duráveis recuaram 0,3%, enquanto bens intermediários foram o único segmento com alta (1,1%).

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