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Indústria reduz intenção de investir em 2026, aponta CNI; 23% não preveem aportes
Publicado 17/03/2026 • 07:56 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/03/2026 • 07:56 | Atualizado há 2 meses
Agência Brasil
Indústria
A intenção de investimento da indústria brasileira perdeu força para 2026. Levantamento “Investimentos na Indústria 2025-2026”, divulgado nesta terça-feira (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que 56% das empresas pretendem investir no próximo ano, abaixo dos 72% que efetivamente realizaram aportes em 2025.
O recuo acontece em meio a um ambiente ainda considerado adverso. Segundo a pesquisa, 23% das empresas afirmam que não devem investir. Dentro desse grupo, 38% já adiaram ou cancelaram projetos que estavam em andamento.
Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o dado é motivo de preocupação. “O percentual de empresas que não pretende investir é elevado e reflete o cenário adverso que a indústria herdou do ano passado, principalmente por conta dos juros altos. É um resultado que preocupa, uma vez que os investimentos são a base de um crescimento sustentável e a fonte do tão necessário aumento da produtividade da economia brasileira”, afirma.
Entre as empresas que ainda planejam investir, o foco está concentrado em ganhos de eficiência. A melhoria do processo produtivo é o principal objetivo, citado por 48% dos entrevistados.
O padrão de financiamento segue concentrado no caixa das empresas. De acordo com o levantamento, 62% pretendem bancar os investimentos com recursos próprios, enquanto 28% devem recorrer a crédito de bancos ou outras instituições financeiras. Outros 11% não souberam informar.
Segundo Azevedo, a preferência pelo capital próprio reflete as dificuldades de acesso ao crédito. “O capital próprio é a principal fonte de financiamento dos investimentos da indústria há alguns anos e ganhou importância em meio às dificuldades das empresas para obterem crédito junto ao sistema financeiro, seja pelo alto custo desses recursos, seja por outros entraves, como a exigência de garantias”, diz.
A maior parte dos investimentos segue direcionada ao mercado doméstico. Cerca de 67% das empresas afirmam que os aportes terão como principal destino a demanda interna. Outras 24% pretendem atender simultaneamente os mercados interno e externo, enquanto apenas 4% têm o exterior como foco principal.
Apesar do percentual elevado de empresas que investiram em 2025, nem todos os planos saíram como previsto. Apenas 36% conseguiram executar os aportes conforme o planejamento inicial, enquanto 29% investiram parcialmente.
O levantamento também mostra que uma parcela das empresas precisou rever decisões: 4% adiaram investimentos para o ano seguinte, 3% postergaram sem previsão de retomada, 2% transferiram os aportes para o ano subsequente e outros 2% cancelaram projetos.
O quadro reforça a leitura de que, mesmo com alguma disposição para investir, a indústria ainda opera sob incerteza, com impacto direto sobre o ritmo e a execução dos projetos.
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