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Produção industrial cresce em março, mas Fiesp aponta baixo dinamismo no setor
Publicado 07/05/2025 • 11:38 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 07/05/2025 • 11:38 | Atualizado há 1 ano
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Pixabay.
Após cinco meses de estagnação, a produção industrial brasileira voltou a crescer em março, com avanço de 1,2% frente a fevereiro, já descontados os efeitos sazonais. O desempenho superou as projeções da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do mercado, ambas de 0,3%, impulsionado pelo crescimento da indústria de transformação (+0,9%) e da indústria extrativa (+2,8%).
Apesar do resultado positivo no mês, a Fiesp avalia que o setor segue com baixo dinamismo. Segundo a entidade, o primeiro trimestre de 2025 apresentou apenas uma leve alta de 0,1% na produção industrial em relação aos três meses anteriores, refletindo a continuidade da fraqueza observada ao longo do fim de 2024.
Na comparação com março de 2024, a produção cresceu 3,1%. O mesmo percentual é registrado no acumulado em 12 meses, indicando uma aceleração frente à taxa de 2,6% observada em fevereiro.
Entre os 25 ramos pesquisados, 16 registraram alta em março. Os principais destaques positivos vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+3,4%), indústrias extrativas (+2,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (+13,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (+4,0%). Em contrapartida, produtos químicos (-2,1%) e produtos alimentícios (-0,7%) puxaram o desempenho negativo de nove atividades.
A Fiesp alertou para riscos no horizonte, especialmente relacionados ao cenário internacional. A entidade cita o impacto potencial da aplicação de tarifas sobre a indústria nacional, a menor demanda externa provocada pela desaceleração global e a elevada incerteza que afeta os investimentos produtivos e financeiros.
“Seguindo a mesma tendência da economia brasileira, a atividade industrial — setor altamente cíclico – também deverá desacelerar, em consequência, sobretudo, da política monetária contracionista em um ambiente marcado por condições financeiras já restritivas”, disse a entidade. “O patamar elevado das taxas de juros – tanto internacionais quanto domésticas – é o principal fator que tem contribuído para a manutenção das condições financeiras em terreno restritivo.”
Por outro lado, a Fiesp destacou que medidas de estímulo à demanda interna, como a liberação de recursos do FGTS e o crédito consignado privado, podem funcionar como vetores de crescimento ao longo de 2025. A entidade projeta uma expansão de 1,3% na produção industrial neste ano, após crescimento de 3,1% em 2024.
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