CNBC

CNBCPetróleo cai mais de 3% após relatos de possível liberação de reservas de diesel e petróleo; Brent volta a ficar abaixo de US$ 100

Economia Brasileira

Produção industrial recua 0,6% em agosto e interrompe alta de julho, segundo IBGE

Publicado 02/10/2026 • 10:39 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • A indústria brasileira perdeu força em agosto, com queda na produção mensal e na comparação com o mesmo mês de 2025.
  • Em comapração anual, a indústria caiu 1,2% frente a agosto de 2025, com baixa em 17 dos 25 ramos pesquisados.
  • Apesar do recuo, a produção industrial acumula alta de 0,8% em 2026 até agosto.
tabaco indústria

Felipe Krause/Pixel18dezoito

SindiTabaco e Abifumo pedem ao MDIC inclusão do setor na lista de exceções à tarifa

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE divulgada nesta sexta-feira (2), a produção industrial do mês de agosto recuou em 0,6%, em comparação ao mês de julho. O resultado interrompe a alta de 0,1% do mês anterior. Em comparação ao ano anterior, a produção caiu 1,2%.

Apesar da queda, a industria acumula alta de 0,8% em 2026, até o mês de agosto.

Quais setores foram afetados?

Na comparação mensal, 16 dos 25 ramos industriais analisados, tveram queda. Os principais foram a industria do fuma, que retrai 3,4%; produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que caíram 5,5%; e indústrias extrativas, com baixa de 0,7%.

Outros setores que representaram queda relevantes, foram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,0%), produtos de borracha e material plástico (-1,8%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,3%) e outros equipamentos de transporte (-2,9%).

Já a produção de produtos alimentícios avançou 1%, sendo a principal contribuição positiva para o resultado geral. O setor acumula alta de 2,2% nos dois últimos meses. Produtos diversos (8,4%), produtos químicos (0,9%) e metalurgia (0,8%) também tiveram expansão.

Bens de consumo e de capital recuam

Entre as grandes categorias econômicas, todos os segmentos apresentaram queda na passagem de julho para agosto.

A maior retração foi registrada por bens de consumo semi e não duráveis, com queda de 1,7%. Na sequência aparecem bens de consumo duráveis (-1,0%), bens de capital (-0,6%) e bens intermediários (-0,2%).

O desempenho dos bens de capital chama atenção também na comparação anual. O segmento caiu 4,1% em agosto, registrando a quinta retração consecutiva nessa base de comparação.

O principal impacto veio dos bens de capital agrícolas, cuja produção despencou 36,5%. Também houve queda nos bens de capital de uso misto (-13,2%) e destinados a fins industriais (-0,6%).

Indústria cai 1,2% em um ano

Na comparação com agosto de 2025, a produção industrial recuou 1,2%. O resultado negativo foi disseminado: 17 dos 25 ramos industriais apresentaram queda.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Os principais impactos vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-22,3%), máquinas e equipamentos (-8,0%) e produtos químicos (-3,8%). Também houve retrações em confecção de artigos do vestuário e acessórios (-10,6%), produtos diversos (-11,6%) e impressão e reprodução de gravações (-18,0%).

Entre os setores que cresceram, os destaques foram veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 6,6%, e indústrias extrativas, com avanço de 2,4%. Máquinas, aparelhos e materiais elétricos cresceram 9,1%, enquanto metalurgia avançou 3,7%.

Leia também: Indústria e comércio veem corte da Selic como insuficiente e cobram continuidade da queda dos juros

Automóveis ajudam

Apesar da queda geral da indústria, os bens de consumo duráveis cresceram 2,8% em agosto na comparação anual, no quarto mês consecutivo de expansão.

O segmento foi impulsionado principalmente pela fabricação de automóveis, que avançou 6,8%, além de motocicletas (7,9%) e outros eletrodomésticos (32,2%).

Já os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 4,5%, enquanto os bens de capital caíram 4,1%.

Leia também: Intenção de investimentos da indústria cai ao menor nível desde 2020, diz CNI

Acumulado de 2026

No acumulado de janeiro a agosto, a indústria registra alta de 0,8%. Entre os principais motores do resultado estão as indústrias extrativas, que cresceram 6,1%, derivados de petróleo e biocombustíveis (3,1%) e veículos automotores (5,8%).

Por outro lado, máquinas e equipamentos recuaram 7,8% no período, enquanto produtos químicos caíram 3,5%. O setor de bens de capital apresentou a maior retração entre as grandes categorias, com queda de 5,3%.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Economia Brasileira