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Produção industrial recua 0,6% em agosto e interrompe alta de julho, segundo IBGE
Publicado 02/10/2026 • 10:39 | Atualizado há 49 minutos
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Segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE divulgada nesta sexta-feira (2), a produção industrial do mês de agosto recuou em 0,6%, em comparação ao mês de julho. O resultado interrompe a alta de 0,1% do mês anterior. Em comparação ao ano anterior, a produção caiu 1,2%.
Apesar da queda, a industria acumula alta de 0,8% em 2026, até o mês de agosto.
Na comparação mensal, 16 dos 25 ramos industriais analisados, tveram queda. Os principais foram a industria do fuma, que retrai 3,4%; produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que caíram 5,5%; e indústrias extrativas, com baixa de 0,7%.
Outros setores que representaram queda relevantes, foram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,0%), produtos de borracha e material plástico (-1,8%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,3%) e outros equipamentos de transporte (-2,9%).
Já a produção de produtos alimentícios avançou 1%, sendo a principal contribuição positiva para o resultado geral. O setor acumula alta de 2,2% nos dois últimos meses. Produtos diversos (8,4%), produtos químicos (0,9%) e metalurgia (0,8%) também tiveram expansão.
Entre as grandes categorias econômicas, todos os segmentos apresentaram queda na passagem de julho para agosto.
A maior retração foi registrada por bens de consumo semi e não duráveis, com queda de 1,7%. Na sequência aparecem bens de consumo duráveis (-1,0%), bens de capital (-0,6%) e bens intermediários (-0,2%).
O desempenho dos bens de capital chama atenção também na comparação anual. O segmento caiu 4,1% em agosto, registrando a quinta retração consecutiva nessa base de comparação.
O principal impacto veio dos bens de capital agrícolas, cuja produção despencou 36,5%. Também houve queda nos bens de capital de uso misto (-13,2%) e destinados a fins industriais (-0,6%).
Na comparação com agosto de 2025, a produção industrial recuou 1,2%. O resultado negativo foi disseminado: 17 dos 25 ramos industriais apresentaram queda.
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Siga o Times | CNBCOs principais impactos vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-22,3%), máquinas e equipamentos (-8,0%) e produtos químicos (-3,8%). Também houve retrações em confecção de artigos do vestuário e acessórios (-10,6%), produtos diversos (-11,6%) e impressão e reprodução de gravações (-18,0%).
Entre os setores que cresceram, os destaques foram veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 6,6%, e indústrias extrativas, com avanço de 2,4%. Máquinas, aparelhos e materiais elétricos cresceram 9,1%, enquanto metalurgia avançou 3,7%.
Leia também: Indústria e comércio veem corte da Selic como insuficiente e cobram continuidade da queda dos juros
Apesar da queda geral da indústria, os bens de consumo duráveis cresceram 2,8% em agosto na comparação anual, no quarto mês consecutivo de expansão.
O segmento foi impulsionado principalmente pela fabricação de automóveis, que avançou 6,8%, além de motocicletas (7,9%) e outros eletrodomésticos (32,2%).
Já os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 4,5%, enquanto os bens de capital caíram 4,1%.
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No acumulado de janeiro a agosto, a indústria registra alta de 0,8%. Entre os principais motores do resultado estão as indústrias extrativas, que cresceram 6,1%, derivados de petróleo e biocombustíveis (3,1%) e veículos automotores (5,8%).
Por outro lado, máquinas e equipamentos recuaram 7,8% no período, enquanto produtos químicos caíram 3,5%. O setor de bens de capital apresentou a maior retração entre as grandes categorias, com queda de 5,3%.
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