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Intenção de investimentos da indústria cai ao menor nível desde 2020, diz CNI

Publicado 21/09/2026 • 17:29 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • Indústria reduz intenção de investir pelo quarto mês seguido, atingindo o menor nível desde agosto de 2020.
  • Produção industrial recua em agosto e registra pior resultado para o mês desde 2015.
  • Expectativas para exportações e emprego ficam negativas, enquanto demanda e compras de insumos desaceleram.
Indústria

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A indústria brasileira reduziu, em setembro, a intenção de realizar investimentos. O indicador da Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 21 de setembro, caiu 1,3 ponto, de 52,6 para 51,3 pontos. Foi a quarta queda consecutiva do índice, que acumula recuo de 3,5 pontos desde maio e atingiu o menor nível desde agosto de 2020, período marcado pela pandemia de covid-19.

Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, a redução da intenção de investir está associada à perda de ritmo da atividade industrial e ao aumento das incertezas.

Os dados referentes a agosto também apontaram enfraquecimento da atividade. O índice de evolução da produção industrial recuou 4,7 pontos, de 51 para 46,3 pontos. Com isso, deixou o patamar acima de 50 pontos e passou a indicar redução da produção em relação a julho. O resultado foi o pior para um mês de agosto desde 2015, quando, segundo o texto, a economia brasileira atravessava uma recessão.

O desempenho de agosto de 2026 também ficou fora do padrão habitual observado no período. Entre os 11 anos considerados pelo levantamento, o indicador de produção industrial ficou abaixo de 50 pontos em agosto apenas em 2025 e 2026.

Azevedo relacionou o resultado à queda contínua da demanda por bens industriais e às incertezas externas e internas. Ele também afirmou que a proximidade das eleições aumenta a imprevisibilidade e, segundo sua avaliação, deixa as empresas mais cautelosas para investir, produzir e contratar.

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O enfraquecimento da atividade também apareceu nos dados de utilização da capacidade e emprego. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu 1 ponto porcentual em agosto, para 69%, ficando 2 pontos porcentuais abaixo da média registrada para o mês. Já o índice de evolução do número de empregados ficou em 48,2 pontos, com queda de 0,4 ponto em relação a julho.

As perspectivas para os meses seguintes também perderam força. Os quatro indicadores de expectativa da indústria recuaram em setembro. A expectativa para a demanda por produtos caiu 1,4 ponto, para 51,2 pontos, enquanto a previsão de compra de insumos e matérias-primas recuou 0,8 ponto, para 50,4 pontos. Os dois indicadores permaneceram acima de 50 pontos, sinalizando que os industriais ainda projetam aumento da demanda por produtos e da aquisição de insumos e matérias-primas nos seis meses seguintes, embora em ritmo mais moderado do que o previsto em agosto.

As expectativas para a quantidade exportada e para o número de empregados ficaram abaixo de 50 pontos. O primeiro indicador caiu 0,6 ponto, para 48,9 pontos, e o segundo recuou 0,2 ponto, para 49,2 pontos. Conforme o texto, as perspectivas de redução das exportações e do número de empregados são mais intensas.

Os estoques também registraram redução entre julho e agosto. O índice de evolução do nível de estoques caiu 1,5 ponto, de 51 para 49,5 pontos. Como ficou abaixo de 50 pontos, o indicador aponta queda dos estoques de produtos finais da indústria no período. Ainda assim, o nível permaneceu em linha com o planejado pelas empresas: o índice de estoque efetivo-planejado avançou 0,2 ponto, para 50,4 pontos.

A edição da Sondagem Industrial ouviu 1.403 empresas entre 1º e 11 de setembro. A amostra foi formada por 587 pequenas empresas, 487 médias e 329 grandes empresas.

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