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Reforma tributária pode elevar imposto sobre importações a 117% e pressionar logística
Publicado 20/06/2026 • 07:30 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 20/06/2026 • 07:30 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A reforma tributária pode elevar a carga sobre importações no Brasil a até 117% durante o período de transição, segundo avaliação da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas (Abraec). A estimativa acende um alerta no setor de logística, que vê risco de impacto no fluxo de encomendas internacionais e, por consequência, na própria malha de transporte doméstico.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a diretora executiva da entidade, Lara Gurgel, destacou que o debate sobre competitividade com o comércio local é legítimo, mas alertou que as chamadas remessas expressas vão além das “blusinhas da China”. Segundo ela, esse tipo de envio também inclui insumos, peças e componentes essenciais para setores como o farmacêutico e o hospitalar, que dependem de entregas rápidas.
“A redução de volume pode interromper algumas rotas, porque as empresas vão priorizar fluxos mais rentáveis”, afirmou. Ela explicou que, em um modelo de operação aérea, aeronaves precisam operar com alta ocupação nos dois sentidos para manter a viabilidade das rotas, o que conecta diretamente o comércio exterior à malha logística dentro do país.
Segundo a executiva, o impacto também atinge a conectividade regional. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a redução de remessas expressas poderia afetar a frequência de entregas em regiões mais distantes, como Norte e Nordeste, caso algumas linhas deixem de ser economicamente viáveis.
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Siga o Times | CNBCGurgel também destacou que o volume de encomendas internacionais contribui para sustentar investimentos em novas rotas e infraestrutura logística, além de facilitar a integração do Brasil com cadeias globais de comércio. O fluxo aéreo, segundo ela, tem efeito duplo, já que também viabiliza exportações brasileiras.
Sobre o aumento da carga tributária, a dirigente afirmou que o setor já se prepara para possíveis mudanças previstas na reforma tributária, que deve introduzir novos tributos como CBS e IBS a partir de janeiro. Durante o período de transição, essas mudanças podem conviver com o regime simplificado já existente para remessas internacionais.
Hoje, a tributação sobre esse tipo de envio já é considerada elevada, e pode chegar a patamares próximos de 70% a 80%. Com a transição do novo sistema, a carga total poderia alcançar cerca de 117%, antes de uma possível redução gradual para algo em torno de 102% no futuro.
Para o setor, o principal ponto de preocupação não é apenas a queda potencial no volume de encomendas, mas também o impacto sobre investimentos planejados em infraestrutura logística no país, em um momento de reorganização do sistema tributário brasileiro.
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