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Reforma Tributária: o que acontece com o dinheiro dos impostos no momento da venda?

Publicado 09/10/2026 • 15:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Split payment prevê a separação automática dos impostos no momento do pagamento.
  • Novo sistema pode reduzir o capital de giro das empresas e afetar de forma diferente cada setor. ..
  • Falta de definições e dúvidas sobre as alíquotas dificultam o planejamento das empresas.
Moeda brasileira

Foto: Magnific

Reforma Tributária o que acontece com o dinheiro dos impostos no momento da venda

A Reforma Tributária prevê mudanças na forma como as empresas pagam impostos no Brasil. Uma delas envolve o chamado split payment, sistema que separa automaticamente a parte dos tributos durante uma venda.

A medida pode mudar a organização financeira dos negócios e ganhou espaço no debate político por causa dos possíveis efeitos sobre o caixa das empresas. Além disso, o mecanismo não depende de uma mudança na Constituição para sofrer alterações.

Leia também: Empresários ainda não enxergam ganhos da reforma tributária, diz coordenador do FGV IBRE

Separação de impostos

De acordo com especialista ouvido pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, no split payment, a parcela referente aos tributos segue diretamente para o recolhimento ao governo no momento do pagamento. Assim, a empresa não recebe inicialmente o valor total da venda para depois quitar os impostos.

Essa mudança afeta o capital de giro, ou seja, o dinheiro que a companhia usa para pagar despesas e manter suas atividades. Segundo o especialista, o modelo combina com a lógica do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), mas precisa garantir que as empresas recebam corretamente os créditos tributários por direito.

Indústria, comércio e serviços

Os efeitos da reforma tributária variam conforme a atividade de cada empresa. Indústrias e varejistas costumam comprar mais mercadorias e insumos, o que pode ampliar as oportunidades de aproveitar créditos de impostos pagos nas etapas anteriores.

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Já empresas de serviços podem enfrentar mais dificuldades quando concentram seus custos na contratação de profissionais. Nesse cenário, há menos despesas que geram créditos tributários, o que pode aumentar o impacto das novas regras.

Leia também: Reforma tributária exigirá empresas no mesmo nível tecnológico do Fisco, diz Giovanni Schiavone, sócio de Tax Technology da EY Brasil

Mudança ainda gera dúvidas

A transição para o novo sistema também preocupa empresas que precisam planejar seus custos com antecedência. Segundo o especialista, a convivência entre regras antigas e novas, a complexidade das normas e a falta de definições dificultam os cálculos.

A definição da alíquota do novo sistema é outro ponto importante para o planejamento financeiro. Sem esse percentual, as empresas encontram obstáculos para estimar com precisão os efeitos da Reforma Tributária sobre suas operações.

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