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EXCLUSIVO CNBC: Ambiente nunca foi tão favorável para abrir empresas nos EUA, diz CEO da Rockefeller Capital
Publicado 27/05/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 27/05/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Os Estados Unidos vivem o melhor ambiente já visto para a criação de empresas, impulsionado por inteligência artificial, inovação, desregulação e acesso a capital, afirmou Greg Fleming, presidente e CEO da Rockefeller Capital Management, em entrevista exclusiva à CNBC.
Segundo Fleming, a economia americana combina crescimento, resultados corporativos fortes, mercado de trabalho ainda resiliente e um ecossistema capaz de transformar ideias em negócios financiáveis.
“Realmente nunca houve um ambiente melhor para as pessoas começarem negócios”, disse Fleming.
O executivo afirmou que os Estados Unidos caminham para mais de 6 milhões de novos pedidos de abertura de empresas neste ano. Segundo ele, o número variava de 3 milhões a 4 milhões em períodos anteriores, passou de 5 milhões no ano passado e agora cresce 17% no acumulado do ano.
“Você pode ser uma pessoa jovem hoje, ter 25 anos, pegar essas ferramentas e começar a construir algo”, afirmou.
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Para Fleming, a inteligência artificial é um dos principais motores dessa nova fase. Segundo ele, empresas públicas e privadas estão tentando incorporar rapidamente as ferramentas de IA para elevar produtividade.
“Todas as empresas estão tentando incorporar as ferramentas o mais rápido possível para impulsionar produtividade”, disse.
O CEO da Rockefeller Capital afirmou que a necessidade de ampliar capacidade computacional deve manter os investimentos em infraestrutura de IA. Ele disse que ainda há incerteza sobre a escala da revolução tecnológica em curso, mas avaliou que o impacto já começa a aparecer no setor corporativo.
Apesar do ambiente favorável para negócios, Fleming afirmou que a economia americana enfrenta desafios relevantes. O principal deles, segundo o executivo, é a situação fiscal dos Estados Unidos.
Ele disse que a dívida pública continua avançando, com déficits equivalentes a 6% ou 7% do PIB ao ano, sem sinais de impulso político para enfrentar o problema.
“A situação fiscal provavelmente ainda é a primeira coisa que eu levantaria no lado dos grandes problemas”, afirmou.
Fleming disse que a pressão fiscal já aparece na curva de juros, especialmente nos prazos mais longos. Para ele, a alta nas taxas de dez anos ou mais não pode ser atribuída apenas à guerra ou ao petróleo, porque esses choques tendem a se dissipar em prazo mais curto.
O executivo afirmou que os juros atuais não impedem a formação de empresas, mas alertou que o acúmulo da dívida pode pressionar taxas, moeda e gastos públicos no futuro.
“O risco maior é que a dívida continue se acumulando”, disse.
Segundo Fleming, o ideal para a saúde de longo prazo dos Estados Unidos seria enfrentar o problema fiscal de forma direta, em vez de tentar resolvê-lo apenas com crescimento.
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Fleming também comentou o desafio do próximo comando do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Questionado sobre a possibilidade do presidente da autarquia, Kevin Warsh, reduzir juros diante de ganhos de produtividade com IA, o CEO da Rockefeller Capital disse que a tendência inicial seria de cautela.
Segundo ele, Warsh assumiria um Fed dividido e enfrentaria pressão de curto prazo ligada ao petróleo e à inflação. Fleming disse não ver espaço para alta de juros, mas avaliou que cortes também devem ocorrer lentamente.
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Seguir no Google“Acho que ele será cauteloso no início, dada a situação”, afirmou.
No médio prazo, Fleming disse que ganhos de produtividade trazidos pela inteligência artificial podem dar cobertura para cortes de juros, desde que o cenário no Oriente Médio se estabilize e, idealmente, haja algum avanço na frente fiscal.
“Ele pode obter cobertura para fazer isso a partir dos aumentos de produtividade que a IA traz”, disse.
O executivo afirmou ainda que o mercado de títulos já limita parte da margem de atuação do Fed. Segundo ele, Warsh teria de lidar ao mesmo tempo com um comitê dividido e uma curva de juros pressionada.
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Fleming afirmou que o impacto da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho será uma das grandes questões sociais dos próximos anos.
Segundo ele, o debate sobre desigualdade, criação de riqueza e insatisfação com o capitalismo tende a se concentrar cada vez mais na IA, especialmente se a tecnologia eliminar mais empregos do que criar.
“Uma das grandes questões agora na sociedade é a IA e o impacto sobre empregos”, disse.
O executivo ponderou que ainda não está claro se esse cenário vai se concretizar. Fleming lembrou que, historicamente, grandes inovações tecnológicas criaram mais empregos do que destruíram.
“Toda vez na história em que houve uma inovação tecnológica como essa, ela criou mais empregos do que destruiu”, afirmou.
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