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EXCLUSIVO CNBC: Netanyahu chama bloqueio reverso dos EUA no Estreito de Ormuz de “jogada de mestre”
Publicado 03/06/2026 • 11:27 | Atualizado menos de um minuto
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Publicado 03/06/2026 • 11:27 | Atualizado menos de um minuto
KEY POINTS
O bloqueio reverso promovido pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz foi classificado como uma “jogada de mestre” pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em entrevista à CNBC, o premiê afirmou que a estratégia adotada pelo presidente Donald Trump contribuiu para enfraquecer o regime iraniano, reduzir sua capacidade financeira e ampliar os resultados da ofensiva conduzida por Israel e pelos Estados Unidos contra Teerã.
“Temos muitos acordos. Concordamos nas questões principais. Às vezes temos, como nas melhores famílias, divergências técnicas, mas sabemos como resolvê-las. Podemos discordar pela manhã e, à tarde, estar agindo juntos”, declarou Netanyahu ao ser questionado sobre uma conversa recente com Trump que teria sido marcada por tensão.
O premiê evitou comentar detalhes da ligação, mas reforçou que ambos compartilham a meta de ampliar os acordos de paz na região. “Queremos ampliar o círculo da paz, como o presidente e eu fizemos juntos nos Acordos de Abraão”, afirmou.
Durante a entrevista, Netanyahu também voltou a criticar o processo judicial que enfrenta em Israel, classificando as acusações como absurdas e agradecendo o apoio público recebido de Trump.
“Esse julgamento é ridículo. O presidente entende o quão ridículo ele é e tem sido muito vocal sobre isso. Eu agradeço por isso”, declarou. O premiê citou como exemplo uma acusação relacionada ao recebimento de um presente de um amigo, usando o caso para questionar a legitimidade do processo.
Ao abordar o conflito no Líbano, Netanyahu afirmou que o Hezbollah transformou o país em refém de seus interesses e age como representante do Irã na região. Segundo ele, a organização utiliza território libanês para lançar mísseis e drones contra cidades israelenses.
“O Líbano foi feito refém pelo Hezbollah. O grupo praticamente assumiu o controle do país. É um representante do Irã que usa o território libanês para lançar mísseis de terror e drones assassinos contra nossos civis”, afirmou.
O premiê sustentou que as ações militares israelenses têm como objetivo enfraquecer a organização para permitir o surgimento de um Líbano “livre e independente”. “Estamos tentando degradar o Hezbollah para que um Líbano livre e independente possa emergir”, disse.
Netanyahu acrescentou que Israel continuará atacando líderes da organização enquanto houver ataques contra cidades israelenses. “Eles atiram contra nossos civis. Quando isso acontece, atingimos os líderes terroristas com ataques cirúrgicos”, afirmou.
Questionado sobre críticas feitas pelo presidente francês Emmanuel Macron à escalada militar israelense, Netanyahu atribuiu a responsabilidade pelo agravamento do conflito ao Hezbollah e fez duras críticas a líderes europeus.
“A escalada vem do Hezbollah. Tínhamos um cessar-fogo e eles o violaram”, declarou. O premiê também acusou dirigentes europeus de cederem à pressão de grupos islamistas radicais presentes em seus países.
Segundo ele, lideranças políticas deveriam resistir às críticas e agir com mais firmeza diante das ameaças à segurança. “As pessoas identificam força e identificam fraqueza. Líderes de verdade precisam enfrentar as críticas públicas”, afirmou.
Ao defender a atuação militar israelense na região, Netanyahu argumentou que o combate ao Irã e aos grupos aliados de Teerã não beneficia apenas Israel, mas também outras democracias ocidentais.
“Quando lutamos contra o Irã e seus representantes, não estamos lutando apenas a nossa guerra”, disse. Segundo ele, o objetivo é impedir a expansão de forças que ameaçam a liberdade e os regimes democráticos.
O premiê também afirmou que governos democráticos frequentemente têm dificuldade para lidar com ameaças de longo prazo por estarem concentrados em ciclos eleitorais. “A verdadeira liderança é enfrentar ataques políticos e críticas sem deixar de proteger seu povo”, declarou.
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Seguir no GoogleNa parte final da entrevista, Netanyahu elogiou a parceria entre Israel e os Estados Unidos e afirmou que Trump foi o maior aliado já recebido por seu país na Casa Branca.
“Nunca tivemos um amigo como ele na Casa Branca. Ele superou todos os outros”, afirmou. Segundo o premiê, a cooperação entre os dois governos contribuiu para enfraquecer significativamente o regime iraniano.
Ao comentar os resultados das ações conjuntas contra Teerã, o premiê destacou a estratégia americana para restringir a capacidade financeira iraniana. “O bloqueio econômico foi uma ideia fantástica”, afirmou, ao defender a política adotada por Trump no Estreito de Ormuz.
“Israel nunca esteve tão forte. O Irã nunca esteve tão fraco. Os Estados Unidos e Israel, o presidente Trump e eu, enfraquecemos esse regime. Não o destruímos, mas o enfraquecemos e vemos suas fissuras”, concluiu.
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