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EXCLUSIVO: ComBio leva à COP30 projeto que transforma caroço de açaí em energia renovável no Pará
Publicado 30/10/2025 • 23:15 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 30/10/2025 • 23:15 | Atualizado há 5 meses
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A ComBio, empresa especializada em geração de energia térmica renovável, participará da COP30 com duas frentes de atuação: no acompanhamento das negociações oficiais, dentro da chamada Blue Zone, e na condução de debates na Casa ComBio — espaço instalado na Ilha do Combu, em Belém (PA), voltado à promoção de discussões sobre o papel da biomassa na redução de emissões e na transição energética da indústria brasileira.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o CEO da empresa, Paulo Skaf Filho, explicou que a biomassa inclui qualquer resíduo agrícola ou florestal que possa ser utilizado como combustível, como o bagaço de cana ou o caroço de açaí. “O bagaço de cana é um tipo de biomassa. Então, no nosso contexto, qualquer resíduo agrícola ou florestal que pode ser usado como combustível, tal como o caroço de açaí, é o que nós chamamos de biomassa”, afirmou.
Segundo ele, o projeto pioneiro da ComBio foi implantado há mais de dez anos no Pará e transformou um resíduo descartado em larga escala — o caroço de açaí — em fonte de energia renovável. O executivo relatou que, antes da iniciativa, os caroços eram jogados em terrenos baldios e rios, causando assoreamento. Hoje, o sistema da empresa consome de 4 mil a 5 mil toneladas do material por mês.
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A tecnologia desenvolvida pela ComBio, segundo Skaf, tem balanço neutro em emissões de carbono. Ele explicou que o processo de queima da biomassa libera a mesma quantidade de CO₂ capturada durante o crescimento do fruto, o que o diferencia dos combustíveis fósseis. “O combustível biológico captou CO₂ no seu crescimento, e à medida que é queimado, libera o mesmo CO₂, na mesma quantidade que foi captada. O fóssil simplesmente libera um novo CO₂, trazendo desequilíbrio ecológico”, analisou.
O executivo também destacou que o açaí utilizado na produção da biomassa é majoritariamente proveniente do extrativismo em comunidades ribeirinhas do Norte do país, o que contribui para a geração de renda local. O aproveitamento do caroço, antes tratado como descarte, acabou criando uma nova cadeia produtiva na região. Skaf lembrou que, no início do projeto, o resíduo era apontado pela Secretaria de Meio Ambiente do Pará como o segundo maior problema ambiental do estado.
Com o uso energético do caroço de açaí, o material ganhou valor de mercado e passou a ser comercializado inclusive fora do Pará. “Aquilo que era um problema ambiental virou um subproduto que agrega valor para os pequenos e médios produtores e, em alguns casos, é exportado ou vendido para outros estados”, observou o CEO.
Ao comentar a presença da empresa na COP30, Skaf destacou que o objetivo é ampliar o debate sobre a descarbonização da indústria com soluções acessíveis. “A nossa pretensão é seguir levando para as indústrias essa combinação de descarbonização a baixo custo. É isso que a gente consegue entregar”, afirmou. Segundo ele, a conferência é uma oportunidade para o Brasil fortalecer seu protagonismo em energia renovável e para a ComBio mostrar um caso prático de inovação sustentável desenvolvido há mais de uma década na Amazônia.
A Casa ComBio, que será inaugurada durante o evento, servirá de ponto de encontro para instituições brasileiras e internacionais interessadas em discutir o uso da biomassa como ferramenta de transição energética. “A gente vai receber instituições que vão realizar seus eventos na nossa casa, de frente para o rio, na Ilha do Combu. Estamos muito animados e com expectativas altas para a COP, para o Brasil e para o avanço dessa agenda”, ressaltou.
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