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Fim da escala 6×1 pode ampliar consumo e movimentar serviços
Publicado 14/10/2026 • 17:42 | Atualizado há 38 minutos
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Publicado 14/10/2026 • 17:42 | Atualizado há 38 minutos
KEY POINTS
A possibilidade de ampliar o tempo livre dos trabalhadores pode estimular o consumo de serviços, lazer e comércio, avaliou Danillo Bragança, professor-colaborador do Instituto de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF), em entrevista nesta quarta-feira (14) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ao comentar a votação da proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Senado.
“Liberar o tempo para o trabalhador significa liberar o tempo para o consumo”, ressaltou. Na avaliação do professor, mesmo quem escolha permanecer em casa no dia adicional de descanso pode consumir alimentos e outros serviços.
Leia também: Redução da escala 6×1 pode elevar custos em alguns setores, mas também estimular consumo
Bragança citou atividades como ir ao cinema, frequentar estádios e fazer compras para ilustrar o possível efeito da mudança. “Ele vai gastar esse tempo dele consumindo. Ele vai gastar esse tempo dele fazendo a economia produzir mais”, exemplificou.
O professor também relacionou o debate à rotina de deslocamentos nas grandes cidades. Para ele, o tempo gasto no trânsito limita a circulação das pessoas e suas possibilidades de consumo. “É um tempo muito grande, é um tempo que o próprio empresariado precisa reconhecer como um tempo perdido”, observou.
Na entrevista, ele mencionou áreas comerciais como a Rua 25 de Março, em São Paulo, e a Uruguaiana e o mercado de Madureira, no Rio de Janeiro, ao falar da movimentação de consumidores nos espaços urbanos.
Leia também: Fim da escala 6×1: como a mudança pode afetar empregadores e trabalhadores domésticos
Bragança ponderou que os efeitos sobre pequenos negócios e trabalhadores autônomos precisam ser considerados. “Eu acho que esse efeito pode ser mitigado”, ponderou, ao tratar das diferentes consequências da proposta para empreendedores.
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Siga o Times | CNBCSobre os impactos para as empresas, o entrevistado avaliou que a redução da jornada pode provocar aumento dos custos associados ao trabalhador e exigir a discussão de novas formas de contratação.
“O que pode haver, na verdade, é um aumento do custo pelo trabalhador”, explicou. Bragança defendeu a busca de condições negociadas com os empregadores, sem afastar direitos trabalhistas já consolidados.
Leia também: Setor produtivo alerta para alta de custos e preços com fim da escala 6×1
O professor criticou a ideia de que a negociação direta entre patrão e empregado seja suficiente em todos os casos. “Eu não posso substituir, por exemplo, direitos consolidados”, enfatizou ao comentar as formas de organização do trabalho.
Questionado sobre a influência da votação na disputa presidencial, Bragança avaliou que o debate ganhou força com a mobilização em torno do segundo turno e com a atenção dedicada à pauta da jornada de trabalho.
“Isso é uma demanda de trabalhadores, isso é uma questão a ser negociada, a ser trabalhada com as empresas, mas isso é um debate da sociedade”, destacou o professor.
Leia também: Alcolumbre confirma votação sobre o fim da escala 6×1 no Senado na próxima semana
Para Bragança, a discussão sobre a escala 6×1 tem uma dimensão que vai além da negociação individual entre empresas e empregados. “A sociedade está empenhada”, acrescentou.
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