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IA, robôs e etanol: Agrishow 2026 mostra como o agro se reinventa no campo
Publicado 01/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Tratores que conversam, robôs que trabalham sozinhos dentro de silos, drones que aplicam insumos com precisão cirúrgica e máquinas movidas a etanol de milho. A cena pode até parecer ficção científica, mas é o retrato do que aconteceu durante cinco dias em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na 31ª edição da Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina.
A feira encerra nesta sexta-feira (1º) sob expectativa de superar o recorde de R$ 14,6 bilhões em intenções de negócio registrado em 2025. As projeções apontam para uma faixa entre R$ 15,6 bilhões e R$ 15,8 bilhões, o que representaria um novo patamar histórico para o evento que reflete a força de um setor que emprega 28,6 milhões de pessoas e respondeu por 29,4% do PIB brasileiro em 2025.
Um dos destaques da feira foi um trator capaz de responder a comandos de voz com inteligência artificial. Dentro da cabine, o equipamento tirou dúvidas do operador, apresentou dados em tempo real e orientou funções básicas da máquina.
Ao ser questionado sobre o consumo de combustível em março, o sistema respondeu: “Em março de 2026, o consumo total de diesel foi de aproximadamente 4.347 litros, com emissão de 11.736 kg de dióxido de carbono.” O equipamento também orientou como ligar o ar-condicionado e identificou o repórter do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC pelo nome.
A tecnologia, desenvolvida na Europa e já em operação no Brasil, indica uma nova etapa na relação entre operadores e máquinas agrícolas. Informações que antes dependiam de manuais ou suporte técnico passam a ser acessadas em segundos, por linguagem natural.
Leia também: Agrishow: edição de 2026 apresenta o maior trator do Brasil; veja fotos
A inteligência artificial também apareceu em sistemas de aplicação de insumos. Matias Schelp, vice-presidente de Agricultura Inteligente da Bosch, afirmou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC que a tecnologia pode reduzir, em média, 62% o uso de defensivos agrícolas ao identificar pragas em tempo real e aplicar produtos apenas onde há necessidade.
“O Brasil é um dos maiores consumidores de herbicidas e muito se perde na aplicação. Um novo sistema de pulverização inteligente utiliza IA para identificar pragas em tempo real, permitindo uma aplicação pontual que gera uma economia média de 62% no uso de defensivos — sendo bom para o bolso do produtor e para a natureza”, disse Schelp.
Para o executivo, a edição deste ano reforça o papel do Brasil na inovação agrícola. “Este é o maior festival de inovação do setor e segue atraindo compradores do mundo inteiro. A combinação entre vitrine tecnológica e aplicação prática, como o monitoramento de carbono e a inteligência agronômica, mantém o Brasil na dianteira.”
A Massey Ferguson apresentou na feira o maior trator já fabricado para o mercado brasileiro. O equipamento tem 425 cavalos de potência, pesa 19 toneladas e é avaliado em cerca de R$ 2 milhões. A máquina é voltada principalmente para operações de grande escala no Centro-Oeste.
“A janela de plantio está cada vez mais curta, e esse tipo de equipamento garante que a cultura seja plantada no momento certo”, afirmou Eduardo Ludket, especialista de marketing da Massey Ferguson.
A feira também reuniu plantadeiras inteligentes, com múltiplas linhas conectadas e sistemas integrados de dados para distribuição de sementes com maior precisão.
A automação foi outro eixo da Agrishow 2026. A Kepler Weber apresentou um robô multifuncional para operação dentro de silos de grãos. O equipamento, desenvolvido nos Estados Unidos e em testes no Brasil desde maio do ano passado, realiza tarefas como nivelamento de grãos, quebra de crostas e apoio na descarga.
Essas atividades são consideradas de alto risco, por envolverem possibilidade de soterramento de trabalhadores.
“A mão de obra está cada vez mais escassa para trabalhar no campo, e ele realmente consegue fazer o trabalho de vários trabalhadores”, afirmou Murilo, da Kepler Weber. Segundo a empresa, um único robô pode substituir o trabalho de até 17 pessoas.
A Solinftec também levou à feira os robôs autônomos Solix XT e Solix XC, que usam inteligência artificial física para tomar decisões em tempo real. O Solix XC tem autonomia de até 70 horas e capacidade de cobertura de até 1.000 hectares em lavouras de soja, milho e algodão.
Leia também: Agrishow 2026: drones ganham espaço na agricultura; tecnologia auxilia na produção
Os drones agrícolas também ganharam destaque. Modelos apresentados na feira já conseguem transportar mais de 100 quilos e operar em diferentes tipos de terreno, com uso em irrigação, pulverização e aplicação de herbicidas.
Rafael Assunção, técnico da Akrinox, afirmou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC que os modelos mais avançados têm autonomia de até 7 hectares por bateria.
“O drone delimita a área e aplica apenas nos pontos necessários, com um sistema que direciona o produto diretamente para a base da planta”, disse. “E mantém a altura programada independentemente do relevo, garantindo uniformidade na aplicação.”
Segundo Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), há cerca de 20 mil drones em uso no campo brasileiro. A demanda potencial, no entanto, pode chegar a 200 mil unidades. A falta de operadores qualificados ainda é apontada como um dos principais gargalos.
A expansão da tecnologia no campo depende também de conectividade. Leonardo Belotti, diretor comercial de IoT & 5G da TIM, afirmou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC que a cobertura 4G já alcança cerca de 26 milhões de hectares no Brasil.
Em projetos como o de Água Boa (MT), a infraestrutura de dados gerou aumento de 10% na produtividade, de 55 para 75 sacas por hectare, e redução de 32% no consumo de combustível.
“Com a máquina conectada, mapeamos tratores, colheitadeiras e equipes de suporte para reduzir deslocamentos e entender como ser mais produtivo por dia, transformando cada dado coletado em uma decisão correta para o produtor rural”, disse Belotti.
Segundo a empresa, mais de 2,6 milhões de pessoas em comunidades rurais brasileiras já são beneficiadas pelo projeto.
Leia também: Agrishow 2026: máquinas elétricas ganham espaço no agro em meio à alta do diesel, aponta executivo da XCMG
O balanço oficial da Agrishow 2026 será apresentado no fim da tarde desta sexta-feira. A expectativa é de crescimento em relação a 2025, embora o setor acompanhe os números com cautela após a Tecnoshow Comigo, última grande feira antes da Agrishow, ter encerrado abril com queda de 30% nas vendas.
Para João Carlos Marchesan, presidente da Agrishow, o setor mantém resiliência mesmo em um ambiente de crédito mais caro. “O agronegócio não para, não importa a conjuntura. Já passamos por situações assim e vamos passar por essa também.”
O executivo também afirmou que a feira reflete a incorporação de novas tecnologias à produção rural. “A Agrishow é o palco do avanço na incorporação de soluções tecnológicas, consolidando um modelo de produção mais eficiente, sustentável e competitivo.”
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