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CNBCTrump diz à CNBC que EUA estão “muito determinados” a fechar acordo com o Irã

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Ibovespa fecha de lado em meio a tom duro da ata do Copom e avanços do Petróleo

Publicado 24/03/2026 • 17:00 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • Principal índice da bolsa brasileira encerrou pregão em alta de 0,36% aos 182.581 pontos
  • Pregão oscilou entre altas e baixas discretas sem rumo definido
  • Sentimento de aversão ao risco foi contido por ganhos de empresas com grande volume de negociação
ibovespa

Foto: Freepik.

O Ibovespa avançou 0,36% no pregão desta terça-feira (24), aos 182.581 pontos, após uma sessão sem rumo definido influenciada pela ata do Copom e o desempenho do barril de petróleo. O pregão foi de ajuste em relação ao dia anterior, que registrou a segunda maior alta do ano, de 3,24%.

A indefinição aconteceu em razão do comunicado enviado pelo colegiado do Banco Central, que confirmou a redução da Selic em 0,25 p.p. na última reunião do Copom, aos 14,75%. Segundo agentes de mercado ouvidos pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC o documento reforça cautela com a inflação projetada em 3,9% para 2026 devido a riscos fiscais e externos, e gera a interpretação que os cortes não virão no ritmo que o mercado gostaria.

“Os ganhos do petróleo, com Brent acima de US$ 100 após +9% semanal, sustentam as ações das petrolíferas apesar de tensões no Estreito de Ormuz e conflitos no Irã”, explica Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil

Segundo Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, o pregão desta terça-feira demonstra que o mercado vive à mercê de manchetes geopolíticas. “Menos de 24 horas depois da euforia provocada pela sinalização de Trump sobre uma trégua com o Irã, o cenário se inverteu completamente”, disse.

Maiores altas

A empresas que sustentaram o crescimento do índice foram do setor de energia, ainda que os maiores ganhos tenham sido, percentualmente dos frigoríficos. Minerva e Marfrig despontaram, com ganhos de 4,80% e 3,37%, respectivamente.

EmpresaCódigoVariação (%)Fechamento
MinervaBEEF34,80 R$              4,15
MarfrigMBRF33,37 R$           19,62
BraskemBRKM53,20 R$           10,97
CSN MineraçãoCMIN32,86 R$              5,03
PetrobrasPETR42,69 R$           47,27
PrioPRIO32,53 R$           67,63
PetrobrasPETR32,51 R$           51,95
VamosVAMO32,00 R$              3,57

Maiores baixas

No campos das perdas, o destaque vai para as empresas ligadas a consumo. A pior delas foi a varejista de roupas Azzas, que cedeu 2,83%, aos R$ 26,80, seguida pela locadora de carros Rumo e pela Embrer, com quedas de 1,96% e 1,84%, respectivamente.

EmpresaCódigoVariação (%)Fechamento
AzzasAZZA3-2,83 R$           26,80
RumoRAIL3-1,96  R$           16,52
EmbraerEMBJ3-1,84  R$           75,94
NaturaNATU3-1,82 R$             9,72
LocalizaRENT4-1,73 R$           44,22
AxiaAXIA7-1,66 R$           55,56
AurenAURE3-1,44 R$           11,66
IguatemiIGTI11-1,35 R$           27,02

A cautela externa e a divergência entre as declarações de Donald Trump e do Irã sobre o conflito no Oriente Médio estão gerando uma forte desconfiança no mercado financeiro, afirmou Gabriel Brondi, sócio da The Link Investimentos, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Ele destacou que o desencontro de informações prejudica a estabilidade dos ativos globais: “O Trump diz que o conflito está praticamente encerrado e que está conversando com o Irã. O Irã, por outro lado, fala que não está conversando, não quer acordo e quer continuar a guerra. Isso acaba criando uma incerteza muito grande no mercado sobre o que vai de fato acontecer”.

A pressão sobre as commodities tem sido o principal motor de volatilidade, especialmente no setor de energia, elevando o custo do barril para o patamar de US$ 105 (R$ 549,15). “O Trump tenta acalmar os mercados para baixar o preço do petróleo, mas o Irã fala o oposto de tudo o que ele diz na mídia. Por isso, vimos hoje um cenário de aversão a risco mundial, que só não foi pior no índice brasileiro por conta do peso de Petrobras e Vale”, explicou.

O especialista da The Link Investimentos alertou que a continuidade das tensões pode levar o petróleo a US$ 120 (R$ 627,60), impactando diretamente a inflação. “Se esse conflito durar mais algumas semanas, o barril nesse valor já é suficiente para o mercado intensificar a aversão ao risco. As empresas vão repassar o aumento da gasolina para os produtos, o que impacta a inflação e, consequentemente, os juros”, projetou.

Sobre o comportamento da Bolsa, ele observou que o desempenho positivo de frigoríficos e mineradoras deve ser analisado com cuidado diante do cenário macroeconômico. “Por mais que empresas apresentem resultados operacionais bons, elas podem não performar bem por conta da aversão a risco que é mundial. É necessário cautela agora, pois não sabemos quanto tempo esse embate vai durar e como isso afetará os contratos futuros”.

Por fim, o sócio da The Link Investimentos reforçou que o cenário atual de juros e proteção afasta o investidor da renda variável em busca de segurança. “O mercado tende a precificar o caos e procurar pelo dólar. As taxas dos treasuries americanos tendem a subir e os investidores vão correr para a proteção e não para o risco. O ideal agora é esperar o cenário clarear em relação ao barril de petróleo”.

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