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Anthropic vai à Justiça contra Pentágono em caso sem precedente para empresa americana de inteligência artificial
Publicado 24/03/2026 • 18:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 24/03/2026 • 18:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Jakub Porzycki/NurPhoto
Por que o governo dos EUA voltou atrás e liberou os modelos mais avançados da Anthropic?
A Anthropic, criadora do modelo de inteligência artificial Claude, foi a tribunal federal em San Francisco nesta terça-feira (24) para pedir uma liminar que suspenda o bloqueio imposto pelo Pentágono e pelo presidente Donald Trump ao uso de sua tecnologia pelo governo americano. A audiência foi conduzida pela juíza federal Rita Lin e marcou um passo decisivo no confronto entre a empresa e o governo Trump.
Em março, o Departamento de Defesa classificou a Anthropic como um risco à cadeia de suprimentos de segurança nacional, a primeira vez que uma empresa americana recebeu essa designação. A medida obriga contratantes do Pentágono, incluindo Amazon, Microsoft e Palantir, a certificar que não utilizam o Claude em seus trabalhos com as Forças Armadas.
Leia também: Anthropic permite que Claude opere computador do usuário e acelera aposta em agentes de IA
Sem a liminar, a Anthropic estima que pode perder bilhões de dólares em negócios. Em sua petição, a empresa argumentou que o governo infringiu seu direito de se expressar livremente, manchou sua reputação ao rotulá-la como ameaça à segurança nacional, e danificou suas relações com parceiros do setor privado.
A Anthropic havia assinado um contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono em julho e foi o primeiro laboratório de inteligência artificial a implantar sua tecnologia nas redes classificadas da agência. As negociações travaram em setembro, quando a empresa e o Departamento de Defesa não chegaram a acordo sobre os limites de uso do Claude na plataforma GenAI.mil.
Leia também: Quem é mais otimista em relação à IA; quem não é, e quem se beneficia; veja estudo da Anthropic
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Siga o Times | CNBCA Anthropic alega retaliação. A empresa diz ter exigido que o Pentágono não usasse o Claude em armas totalmente autônomas nem em vigilância em massa de cidadãos americanos. O Departamento de Defesa, por sua vez, insiste que não utiliza os modelos para esses fins e reivindica acesso irrestrito à tecnologia para todos os fins legais.
Após o impasse, Trump publicou em fevereiro uma mensagem no Truth Social ordenando que agências federais cessassem imediatamente o uso da tecnologia da Anthropic. “NÓS decidiremos o destino do nosso país, não uma empresa de IA radical de esquerda fora de controle”, escreveu.
A juíza Lin enviou às partes uma lista de perguntas antes da audiência, incluindo questionamentos sobre discrepâncias entre a ordem formal do secretário de Defesa Pete Hegseth e o que ele publicou nas redes sociais sobre o caso. Lin poderia emitir uma decisão ainda na sessão desta terça ou optar por uma decisão escrita posterior.
Apesar do bloqueio, a Palantir informou que continua usando o Claude em seus trabalhos com o Departamento de Defesa enquanto o processo judicial se desenrola. O CEO Alex Karp confirmou a informação à CNBC em 12 de março. O modelo também segue sendo utilizado no contexto do conflito com o Irã, segundo a reportagem.
A Anthropic também moveu uma ação separada e mais restrita no tribunal federal de apelações em Washington, em paralelo ao processo em San Francisco.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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