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Dólar fecha a semana em queda com menor tensão comercial entre EUA e China
Publicado 25/04/2025 • 18:19 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 25/04/2025 • 18:19 | Atualizado há 7 meses
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Imagem de jcomp no Freepik
Cédulas de dólar
Apesar de apresentar instabilidade e troca de sinais ao longo do dia, com investidores adotando uma postura mais cautelosa diante da falta de sinais mais claros sobre as negociações entre Estados Unidos e China para redução de tarifas, o dólar emendou nesta sexta-feira (25) o sexto pregão consecutivo de queda em relação ao real.
Com máxima a R$ 5,7074, pela manhã, e mínima a R$ 5,6647 à tarde, a moeda americana terminou os negócios cotada em R$ 5,6878 (-0,06%), encerrando a semana com perdas de 2,00%. Com isso, a divisa passou a apresentar desvalorização de 0,31% em abril. No ano, recua 7,97%.
A despeito de fala mais dura do presidente Donald Trump em relação à China hoje à tarde, a avaliação entre analistas é a de que a semana termina com um arrefecimento da guerra comercial, o que explica o bom desempenho de ativos de risco, como bolsas e divisas emergentes. Além disso, moedas latino-americanas foram favorecidas pelo anúncio de estímulos econômicos e monetários pelo governo chinês.
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O gestor de macro da AZ Quest, Gustavo Menezes, destaca a mudança de tom do entorno de Trump ao longo da semana, em especial do secretário do Tesouro, Scott Bessent, que classificou o quadro tarifário atual como “insustentável” e acenou com diminuição das tensões. “O mercado deu uma acalmada com essa ideia que vai ser preciso desescalar a guerra comercial. Antes, parecia uma briga sem fim”, afirma Menezes, ressaltando que o ambiente ainda é de muita incerteza, dado o estilo errático do presidente americano. “Hoje mesmo Trump disse que não vai fazer nada enquanto a China não oferece algo. Todos os mercados estão vivendo um dia após o outro.”
De fato, o presidente americano afirmou hoje a repórter, a bordo do Air Force One, que os EUA não vão abandonar as tarifas contra a China a menos que o gigantes asiático oferece algo em troca e que a “abertura da China seria uma grande vitória”. Acrescentou que outra pausa de 90 dias nas tarifas impostas em 2 de abril é improvável e que diversos países querem negociar com os EUA.
Menezes, da AZ Quest, observa que o real e a própria bolsa brasileira se beneficiaram recentemente da migração de posições antes concentradas nos EUA para outros mercados, em razão do enfraquecimento da tese do “excepcionalismo americano”, dada a perspectiva de enfraquecimento da atividade na maior economia do mundo com as medidas de Trump. “Antes não sobrava muito capital para países como o Brasil. Agora vemos uma diversificação que beneficiou os nossos ativos, principalmente nos últimos 15 dias, já que o país é visto como menos prejudicado pela guerra comercial”, afirma o gestor, que abriu posição a favor do real em comparação com o peso mexicano. “Não foi um rali por mérito próprio. Estamos sendo carregados pelo mercado global”.
Para o economista André Galhardo, consultor da plataforma de transferências internacionais Remessa Online, fatores domésticos também ajudam a explicar o bom desempenho da moeda brasileira nesta semana, sobretudo a perspectiva de mais aperto monetário. O economista discorda da interpretação de que declarações recentes de diretores do Banco Central, como a fala de ontem de Diogo Guillen (Política Econômica) em Washington, sugiram uma guinada dovish da autoridade monetária. Ele observa que o BC ainda mostra preocupação com a inflação persistente e as expectativas acima do teto da meta.
Pela manhã, o IBGE informou que o IPCA-15 desacelerou de 0,64% em março para 0,43% em abril, praticamente igual à mediana de Projeções Broadcast, de 0,42%. O IPCA-15 acumula aumento de 2,43% no ano.
A avaliação predominante entre analistas ouvidos pela Broadcast foi de que resultado não permite ao BC baixar a guarda. “Embora alguns colegas não concordem, vejo nas declarações recentes um comportamento bastante conservador. Essa postura, junto com os dados qualitativos do IPCA-15, devem levar o BC a um aumento da Selic em maio e uma alta residual em junho”, afirma Galhardo. “Isso sustenta uma taxa de câmbio menor aqui no Brasil, já que a taxa real de juros brasileira é uma das altas do mundo”.
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