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IPCA-15 desacelera em janeiro com quedas em habitação e transportes; veja os outros grupos

Publicado 27/01/2026 • 09:40 | Atualizado há 2 horas

Alimentos na prateleira de um mercado.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasi

IPCA-15 registra alta de 0,20% em janeiro; 12 meses somam 4,50%, com impacto de saúde, alimentos e energia elétrica.

O IPCA-15 registrou alta de 0,20% em janeiro, 0,05 ponto percentual abaixo do resultado de dezembro (0,25%), segundo o IBGE. No ano, o índice acumula avanço de 0,20%. Em 12 meses, a variação é de 4,50%, abaixo dos 4,41% observados no período imediatamente anterior. Em janeiro de 2025, a taxa havia sido de 0,11%.

IPCA-15 e grupos com queda

Entre os nove grupos pesquisados, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) apresentaram recuo em janeiro. Em Habitação, a principal influência foi a queda de 2,91% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo do mês (-0,12 p.p.), com a troca da bandeira tarifária amarela pela verde.

Em Transportes, a passagem aérea caiu 8,92%, enquanto o ônibus urbano recuou 2,79%, efeito associado à adoção de gratuidades aos domingos e feriados em capitais como Belo Horizonte e Brasília, além de ajustes tarifários pontuais em outras cidades.

Leia também: Inflação em São Paulo acelera e IPC-Fipe sobe a 0,41% na terceira quadrissemana

IPCA-15 e pressões de alta

O maior impacto do IPCA-15 em janeiro veio de Saúde e cuidados pessoais, que subiu 0,81% e respondeu por 0,11 p.p. do índice. Destaques foram artigos de higiene pessoal (1,38%) e plano de saúde (0,49%).

Comunicação teve a segunda maior variação, com alta de 0,73%, influenciada pelo aumento de 2,57% no subitem aparelho telefônico. Artigos de residência avançaram 0,43%, após queda em dezembro, puxados por itens de TV, som e informática (1,79%).

Alimentação

Alimentação e bebidas, grupo de maior peso, acelerou de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro. A alimentação no domicílio subiu 0,21%, interrompendo uma sequência de sete meses de queda, com altas de tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%). Entre as quedas, destacaram-se leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%). A alimentação fora do domicílio avançou 0,56%.

Recortes regionais

Entre as regiões, Recife registrou a maior variação (0,64%), influenciada por gasolina (2,57%) e itens de higiene pessoal (1,23%). São Paulo teve o menor resultado (-0,04%), com quedas no leite longa vida (-15,57%) e na energia elétrica residencial (-3,11%). No agregado nacional, o IPCA-15 ficou em 0,20% no mês e 4,50% em 12 meses.

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