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Varejo registra alta de 0,4% em janeiro e atinge ponto mais alto da série histórica, mostra IBGE
Publicado 11/03/2026 • 13:25 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 11/03/2026 • 13:25 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
- Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias
Em janeiro, atividade farmacêutica registrou a maior variação (2,6%) dentre as atividades pesquisadas pela PMC
O comércio varejista brasileiro cresceu 0,4% em janeiro de 2026 frente a dezembro de 2025, atingindo o ponto mais alto da série livre de sazonalidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (11).
Segundo Cristiano Santos, gerente da PMC, o resultado coloca janeiro no mesmo patamar de novembro de 2025, último mês em que a série havia registrado um pico. “Renovações do pico não são tão comuns assim. Antes dessas duas, tinha sido em março de 2025”, afirmou.
Entre as oito atividades pesquisadas, quatro registraram variação positiva em janeiro. O setor de artigos farmacêuticos, que inclui produtos de higiene pessoal e beleza, liderou com alta de 2,6%. Na sequência, tecidos, vestuário e calçados avançaram 1,8%, outros artigos de uso pessoal e doméstico cresceram 1,3% e hiper e supermercados subiram 0,4%.
Cristiano destaca que o setor farmacêutico vem apresentando crescimento constante na margem desde julho de 2025, com exceção de dezembro. “Esse desempenho tem como protagonista a atividade farmacêutica”, disse o gerente.
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O setor de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação registrou a maior queda do mês, de 9,3%. Cristiano explica que o resultado vem após três meses consecutivos de crescimento e reflete o comportamento típico do segmento em períodos de volatilidade cambial.
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Siga o Times | CNBC“Esse setor é especialmente afetado pela variação do dólar. Em épocas de alta volatilidade, as empresas aproveitam para repor estoques em momentos de valorização do real para depois decidir o melhor momento de fazer promoções. Além disso, o setor vem de uma Black Friday e um Natal mais forte em vendas”, afirmou.
Livros, jornais, revistas e papelaria recuaram 1,8% e combustíveis e lubrificantes caíram 1,3%. Móveis e eletrodomésticos registraram variação nula.
O comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, cresceu 0,9% em janeiro frente a dezembro, marcando a décima taxa consecutiva no campo positivo. Material de construção avançou 3,4% e veículos, motos, partes e peças subiram 2,8%.
Frente a janeiro de 2025, o varejo cresceu 2,8%, com altas em seis das oito atividades. Móveis e eletrodomésticos lideraram com 6,1%, seguidos por equipamentos de informática e comunicação, com 5,6%, e setor farmacêutico, com 5,1%.
No recorte regional, 26 das 27 unidades da federação registraram crescimento na comparação anual. Pernambuco liderou com alta de 11,4%, seguido por Rondônia, com 11,2%, e Distrito Federal, com 6,9%. O Piauí foi o único estado com resultado negativo, de 0,6%.
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