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Irã ameaça bloquear petróleo do Golfo, intensifica ataques e eleva temor de crise global

Publicado 10/03/2026 • 17:30 | Atualizado há 1 hora

AFP

KEY POINTS

  • Irã declarou que não permitirá a exportação de “um único litro de petróleo” do Golfo, ameaçando na prática fechar o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, em meio à guerra com EUA e Israel.
  • O conflito já provoca ataques com mísseis, drones e explosões em Teerã, além de impactos no mercado global de energia, com forte volatilidade nos preços do petróleo e preocupação com uma possível crise econômica mundial.
  • Líderes mundiais pedem cautela: a União Europeia sugere reduzir impostos sobre energia, enquanto Israel promete “quebrar os ossos” do regime iraniano e EUA preparam o “dia mais intenso de ataques” da guerra.

Estreito de Ormuz

O Irã afirmou nesta terça-feira (10) que não permitirá a exportação de “um único litro de petróleo” do Golfo, apesar da advertência dos Estados Unidos, que ameaçaram com “o dia mais intenso” de ataques contra a república islâmica. O governo iraniano anunciou uma nova salva de mísseis contra Israel, especialmente Tel Aviv, além de alvos americanos no Oriente Médio.

Desde os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, seguidos de represálias iranianas contra infraestruturas energéticas do Golfo, os preços do petróleo passaram a registrar fortes oscilações. Na segunda-feira, os preços dispararam, antes de se estabilizarem nesta terça-feira, em meio ao temor de que a guerra provoque uma crise econômica mundial.

A refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, foi obrigada a fechar após um ataque de drones, segundo uma fonte com conhecimento do caso, que pediu anonimato. “Vimos duas bolas de fogo subir do complexo, seguidas de barulhos fortes que pareciam explosões”, relatou um taxista que transportou funcionários evacuados da refinaria, também sob condição de anonimato.

Leia também: Presidente do parlamento iraniano diz que país não está buscando um cessar-fogo

Os Emirados Árabes Unidos disseram não ter encontrado destroços na instalação.

Os Estados Unidos alertaram o Irã para que não transforme a economia mundial em refém do conflito, mas Teerã rejeitou o aviso. “As forças armadas iranianas não permitirão a exportação de um único litro de petróleo da região para a parte hostil e seus aliados até novo aviso”, declarou Ali Mohamad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do regime iraniano.

A ameaça parece se referir ao Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito, passagem que o Irã controla de fato. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que a Marinha americana escoltou um navio petroleiro para cruzar o Estreito de Ormuz, mas apagou a mensagem poucos minutos depois.

Guerra sem fim?

O chefe da gigante petrolífera saudita Aramco, Amin Nasser, afirmou que é “absolutamente crucial que o transporte marítimo seja retomado no estreito”.

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Na Europa, o clima é de forte preocupação com os impactos da guerra. A União Europeia recomendou reduzir impostos sobre energia para amenizar o aumento dos preços, enquanto o chanceler alemão Friedrich Merz pediu que se evite “uma guerra sem fim”.

A Agência Internacional de Energia (AIE) convocou uma “reunião extraordinária” nesta terça-feira para avaliar se será necessário utilizar estoques estratégicos de hidrocarbonetos.

Quebrar “os ossos”

Os Estados Unidos, por sua vez, não demonstram sinais de recuo. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que esta terça-feira seria “o dia mais intenso dos ataques”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu quebrar “os ossos” do regime iraniano. Já o presidente americano, Donald Trump, enviou uma mensagem ambígua, ao afirmar na segunda-feira que a guerra pode terminar “logo”.

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Em Teerã, fortes explosões foram ouvidas ao longo do dia, e jornalistas da AFP relataram detonações audíveis a vários quilômetros de distância durante a noite. Moradores disseram à AFP que muitos comércios estão fechados, assim como escolas, escritórios, bancos e a maioria das repartições públicas.

As comunicações estão restritas e é quase impossível falar com o exterior, segundo relatos locais. Uma moradora entrevistada pela AFP relatou a presença de “homens armados nas ruas a bordo de veículos grandes”. “O único que vemos deles são seus olhos”, afirmou.

As autoridades iranianas, no entanto, mantêm um discurso desafiador. “O Irã não se assusta com suas ameaças vazias. Outros mais poderosos que você tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Cuide-se para não ser eliminado!”, escreveu no X o chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, em mensagem dirigida a Donald Trump.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, prometeu uma resposta “olho por olho, dente por dente” aos ataques contra as infraestruturas iranianas.

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O Ministério da Inteligência do Irã anunciou a prisão de 30 pessoas por suspeita de espionagem, incluindo um estrangeiro cuja nacionalidade não foi revelada. As prisões ocorreram após a nomeação, no domingo, do aiatolá Mojtaba Khamenei como guia supremo, após a morte de seu pai em bombardeios israelenses-americanos no primeiro dia da guerra.

Dois dias depois, o novo líder, cuja esposa também foi assassinada, ainda não apareceu em público. A TV estatal iraniana informou apenas que ele “ficou ferido” durante a guerra.

Enquanto isso, seguem os ataques iranianos contra monarquias petrolíferas do Golfo, algumas das quais abrigam bases militares dos Estados Unidos. Kuwait e Arábia Saudita disseram ter derrubado drones, enquanto o Bahrein informou duas mortes após um ataque contra um prédio residencial.

No Líbano, o exército israelense continua sua ofensiva contra o movimento pró-iraniano Hezbollah, que, segundo o governo libanês, já deixou quase 760 mil deslocados.

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