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‘Senado tem chance de se redimir com o país’, diz Plínio Valério sobre CPI do Banco Master
Publicado 10/03/2026 • 20:09 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 10/03/2026 • 20:09 | Atualizado há 5 meses
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O Senado Federal tem mais uma oportunidade de se redimir perante a nação brasileira e não pode desperdiçar essa chance de fiscalizar os limites institucionais, disse Plínio Valério, senador pelo PSDB, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que o movimento pela abertura da CPI busca investigar conexões entre ministros e o caso do Banco Master: “A gente precisa de uma apuração profunda sobre o que a Polícia Federal conseguiu captar do celular do Daniel Vorcaro, onde aparecem menções a ministros. Até agora, segundo informações que recebemos, apenas 1% do que foi apurado chegou ao conhecimento público, e uma CPI teria o poder teórico de dar transparência a isso”.
O parlamentar rebateu as críticas de que a iniciativa teria motivações puramente partidárias ou de perseguição: “Isso é uma narrativa para desqualificar o movimento, pois a vida vai além de Bolsonaro e Lula. O que queremos é restabelecer o estado democrático de direito, pois o Supremo Tribunal Federal usurpou prerrogativas do Legislativo e agora faz o mesmo com o Executivo, ultrapassando os limites constitucionais”.
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Siga o Times | CNBCSobre a postura da corte, o senador foi enfático ao classificar a atual relação entre os poderes como desequilibrada: “Estamos vivendo uma ditadura do judiciário, pois o Congresso não consegue mais legislar sem ser atropelado. Mesmo em temas onde não deixamos brechas, como aborto e maconha, o Supremo intervém e decide de forma contrária, o que nos obriga a buscar uma postura mais independente e proativa”.
Apesar da mobilização e das 35 assinaturas colhidas, o senador demonstrou ceticismo quanto ao andamento regimental do pedido: “Eu tenho minhas dúvidas, para não dizer quase certeza, de que o presidente Davi Alcolumbre não vai ler o requerimento da CPI. Meu receio é que o pedido seja engavetado, como tantos outros, ou até utilizado como um instrumento de troca política, o que seria lamentável para a instituição”.
O senador também mencionou que o custo de possíveis irregularidades e a falta de fiscalização podem impactar o sistema, lembrando que em casos de liquidação, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) poderia ser acionado para cobrir montantes vultosos, como ativos de US$ 100 milhões, caso ficassem descobertos.
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