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Petrobras domina leilão da ANP com blocos arrematados e R$ 3 bilhões arrecadados
Publicado 08/10/2026 • 10:44 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 08/10/2026 • 10:44 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Agência Brasil
Eneva, Aguila e PetroRecôncavo também participaram da rodada e conquistaram áreas em diferentes bacias brasileiras.
A Petrobras ficou com 19 dos 49 blocos vendidos no leilão de concessão realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A rodada movimentou cerca de R$ 3 bilhões em bônus de assinatura, valor concentrado em grande parte pela estatal. A companhia também foi a única operadora a conquistar áreas nas duas bacias em que participou.
A maior presença da Petrobras ocorreu na Bacia de Campos, onde a empresa arrematou 12 blocos individualmente. Em cinco dessas áreas, houve disputa com um consórcio formado por TotalEnergies e QatarEnergy.
Dois blocos de Campos tiveram os maiores pagamentos de toda a rodada. A Petrobras ofereceu R$ 754,197 milhões por cada uma das áreas C-M-115 e C-M-161. Os lances representaram ágio superior a 21.000% em relação aos valores mínimos estabelecidos para o certame.
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Além das áreas em Campos, a Petrobras participou da disputa por sete blocos na Bacia do Ceará em parceria com a QatarEnergy. A estatal ficou como operadora dos projetos, com participação de 70% no consórcio.
Ao todo, a ANP colocou 308 blocos de 22 setores à disposição das empresas durante a rodada. Desse conjunto, 49 receberam propostas. A agência estima que os projetos contratados deverão resultar em aproximadamente R$ 1,5 bilhão em investimentos.
O ágio médio registrado sobre os bônus de assinatura chegou a 3.511%. O resultado também teve participação de companhias independentes e de outras grandes empresas do setor de petróleo e gás.
A Eneva levou seis blocos na Bacia do Parnaíba, região onde já possui atividades de produção de gás. A PetroRecôncavo conquistou duas áreas, uma na Bacia Potiguar e outra na Bacia do Recôncavo. A Aguila teve o maior número de blocos entre as independentes, com 12 áreas distribuídas pelas bacias Potiguar, Recôncavo e Tacutu.
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Siga o Times | CNBCOs blocos que não receberam ofertas não necessariamente deixam de ser disponibilizados pela ANP. A agência pode incluir essas áreas em futuras rodadas ou permitir que investidores interessados apresentem novos requerimentos, desde que cumpram as exigências financeiras.
“Os blocos não arrematados podem voltar em outras rodadas. A natureza da oferta permanente é essa. Colocar blocos para que as empresas estudem e vejam onde elas enxergam potencial”, afirmou o diretor geral da ANP, Artur Watt, durante entrevista coletiva.
O diretor também avaliou que a quantidade de disputas não deve ser usada isoladamente para medir o interesse pelas áreas. “Tivermos ágio, ou seja, empresas que viram potencial e, com o receio que outras viessem a disputar, fizeram ágio. Isso é importante!”, disse Watt.
Depois da rodada, a Petrom solicitou a reabertura do setor SPN SE, na Bacia do Parnaíba, e conquistou o bloco PN T 166.
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Em outro leilão realizado pela ANP no mesmo dia, voltado ao regime de partilha de produção no pré sal, sete das 13 áreas oferecidas foram arrematadas. A arrecadação chegou a R$ 550,4 milhões em bônus de assinatura, com previsão de pelo menos R$ 778 milhões em investimentos.
A Petrobras conquistou sozinha dois blocos. Azurita, na Bacia de Campos, teve ágio de 139,81%. Já Cruzeiro do Sul, na Bacia de Santos, registrou excedente em óleo de 15,27% e ágio de 8,07%. A Prio também levou duas áreas em Campos, com ágios de 132,79% em Magnetita e 315,03% em Hematita. A Equinor arrematou Rubi, enquanto participou com a Galp do consórcio vencedor de Rodocrosita, que alcançou ágio de 494,64%. Seis áreas do pré sal não receberam propostas. Ficaram sem lances Turmalina e Larimar, na Bacia de Campos, além de Aragonita, Opala, Granada e Cerussita, na Bacia de Santos.
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