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Na Indonésia, Lula propõe comércio em moedas locais e diz que será candidato à reeleição em 2026
Publicado 23/10/2025 • 07:49 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 23/10/2025 • 07:49 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Durante visita oficial à Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (23) o avanço do comércio entre os dois países com transações em moedas locais, reduzindo a dependência do dólar.
No mesmo evento, o presidente Prabowo Subianto agradeceu o apoio do Brasil à entrada da Indonésia no Brics e destacou o fortalecimento da parceria estratégica entre as duas maiores economias emergentes do Hemisfério Sul.
A declaração conjunta foi feita em Jacarta, após a assinatura de uma série de acordos de cooperação no Palácio Merdeka. Lula também aproveitou o momento para confirmar sua intenção de disputar a reeleição em 2026.
“Brasil e Indonésia não querem uma nova Guerra Fria. Queremos comércio livre, multilateralismo, democracia comercial e não protecionismo”, afirmou Lula. O presidente destacou o potencial das duas economias, que somam quase 500 milhões de habitantes, e considerou “pouco” o atual volume de comércio bilateral, de cerca de US$ 6 bilhões anuais.
O encontro resultou na assinatura de memorandos em áreas como agricultura, energia, ciência e tecnologia, estatística e promoção comercial. Também foram firmados acordos empresariais entre companhias dos dois países. Participaram da cerimônia os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Carlos Fávaro (Agricultura), o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, e o presidente da ApexBrasil, Jorge Vianna.
Para Subianto, a entrada da Indonésia no Brics reflete a “relação estratégica e de confiança” com o Brasil. O líder indonésio destacou que os encontros com Lula têm sido “intensos e produtivos” e afirmou que Brasil e Indonésia são forças econômicas em crescimento, com papel relevante na construção de uma nova ordem internacional mais equilibrada. Ele previu crescimento de 25% no comércio bilateral em 2026.
Lula, por sua vez, ressaltou que a aproximação com a Indonésia representa um passo estratégico na consolidação do Sul Global, reforçando a cooperação em temas como inovação, sustentabilidade e proteção ambiental. O presidente agradeceu o apoio da Indonésia à realização da COP30 em Belém (PA) e defendeu a criação de mecanismos internacionais de financiamento para a preservação das florestas tropicais.
O líder brasileiro também reafirmou o apoio à adesão da Indonésia ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco dos Brics, e elogiou a atuação conjunta dos dois países no Brics e no G20.
A visita de Estado de dois dias à Indonésia abre uma série de compromissos de Lula no Sudeste Asiático, voltados à ampliação das relações comerciais, tecnológicas e diplomáticas do Brasil na região.
Foram firmados acordos nas áreas de energia, mineração, agricultura, ciência, tecnologia, estatística e comércio, com foco no aumento do intercâmbio econômico e na transferência de conhecimento entre as nações.
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, assinou um memorando de entendimento com o representante da Câmara de Comércio e Indústria da Indonésia (Kadin), com o objetivo de ampliar o fluxo comercial e incentivar investimentos recíprocos.
Na mesma cerimônia, o empresário Wesley Batista, da JBS, firmou um acordo voltado à exportação de proteína animal brasileira para o mercado indonésio, reforçando o papel do agronegócio nas relações bilaterais e abrindo caminho para novas parcerias no setor de alimentos.
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