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Maior companhia aérea da Índia vê ações caírem após lucro despencar 78% por câmbio e outras provisões

Publicado 23/01/2026 • 14:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A IndiGo deve enfrentar maior pressão sobre o lucro no trimestre de março deste ano.
  • A companhia aérea atendeu 124 milhões de passageiros em 2025, uma alta de 9% na comparação anual.

Divulgação Interglobe Aviation

Ações da Indigo caem mais de 8% após cancelamentos e investigação por descumprimento de regras de descanso de pilotos.

A IndiGo, maior companhia aérea da Índia, que cancelou mais de 2.500 voos em poucos dias no mês passado causando transtornos massivos, relatou uma queda de 78% no lucro no trimestre de dezembro, fazendo suas ações caírem mais de 3%.

A empresa, que divulgou os resultados após o fechamento do mercado na quinta-feira, fez uma provisão de 5,8 bilhões de rúpias (US$ 63 milhões) para indenizações após as interrupções de voos em dezembro.

O maior impacto em seus ganhos, entretanto, veio de uma despesa única devido à implementação do novo código trabalhista e perdas cambiais, totalizando cerca de 20 bilhões de rúpias.

A falta de progresso no acordo comercial entre EUA e Índia prejudicou a confiança dos investidores, contribuindo para a fuga de capitais, e pesou sobre a rúpia, tornando-a a moeda de pior desempenho da Ásia no ano passado — com queda de cerca de 5%.

A moeda estava cotada a 91,52 em sua última negociação, e especialistas preveem que ela caia ainda mais, para o nível de 92 rúpias por dólar até o final de março, o que pode significar mais problemas para empresas expostas ao câmbio, incluindo a IndiGo.

O trimestre de março para a companhia aérea “deve ser mais fraco”, apesar de um aumento de 10% nos assentos-quilômetros oferecidos (ASK), de acordo com um relatório da Jefferies divulgado na quinta-feira. O ASK é uma métrica fundamental para medir a capacidade de passageiros.

A corretora acrescentou que a aérea verá uma “moderação” na receita de passageiros por assento-quilômetro oferecido (PRASK) e um aumento no custo por assento-quilômetro oferecido, à medida que a empresa “continua a adicionar aeronaves”.

A Jefferies mantém uma recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de 6.140 rúpias por papel.

As companhias aéreas na Índia enfrentam pressão tanto nos custos quanto nas receitas, já que a maioria obtém quase 65% de seu faturamento de viagens domésticas, pagas em rúpias, enquanto a maior parte dos custos é em dólar.

A IndiGo está adicionando mais capacidade porque precisa crescer, mas os próximos 6 a 12 meses serão difíceis, pois esperamos que a rúpia se desvalorize ainda mais e que os custos de combustível subam, disse Mark Martin, fundador e CEO da consultoria de aviação Martin Consulting.

Ele disse à CNBC que a IndiGo pode precisar voar em mais rotas internacionais para melhorar seus ganhos em dólar.

Isso também foi sugerido na teleconferência de resultados da empresa, com a diretoria afirmando que as novas adições de assentos serão voltadas para rotas internacionais.

Leia também: A corrida das gigantes da aviação para entregar aeronaves antes do ano acabar; entenda

Dificuldades trabalhistas

Reformas trabalhistas na Índia, que ampliaram o escopo e a elegibilidade dos benefícios de seguridade social para funcionários, também pesaram nos resultados da IndiGo, que reconheceu despesas únicas de 9,7 bilhões de rúpias.

Diversas grandes empresas indianas, como Tata Consultancy Services e ICICI Bank, relataram um impacto pontual nos lucros devido às reformas trabalhistas durante o trimestre de dezembro.

Em novembro, o governo indiano anunciou reformas, consolidando 29 leis trabalhistas separadas em quatro códigos abrangentes, equilibrando-se na corda bamba entre os interesses empresariais e o bem-estar dos funcionários.

Sob esses códigos, funcionários temporários ou contratados passarão a ter direito a benefícios disponíveis para trabalhadores permanentes, incluindo licenças, assistência médica e seguridade social.

No entanto, esta não foi a única mudança regulatória governamental que impactou a IndiGo durante o último trimestre.

Em novembro do ano passado, o governo implementou normas de limitação de tempo de serviço de voo, sob as quais as aéreas foram obrigadas a operar menos voos noturnos, e o tempo de descanso da tripulação foi aumentado de 36 para 48 horas.

Na primeira semana de dezembro, a IndiGo cancelou milhares de voos, atribuindo o problema às mudanças na política de descanso dos pilotos.

O início de dezembro foram “as semanas mais desafiadoras” na história da IndiGo, disse Pieter Elbers, CEO da companhia.

Na semana passada, a Direção-Geral de Aviação Civil da Índia ordenou que a aérea pagasse uma multa de 222 milhões de rúpias em conexão com as interrupções operacionais, valor que faz parte das provisões únicas.

Atualmente, a IndiGo está operando entre 2.100 e 2.200 voos diários, afirmou Elbers, que foi alvo de críticas após os transtornos de dezembro, acrescentando que a aérea conseguirá cumprir as normas governamentais de limitação de tempo de serviço até fevereiro.

A IndiGo atendeu 124 milhões de clientes em 2025, uma alta de 9% no ano, segundo o comunicado da empresa.

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