Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Marinha monitora riscos no Estreito de Ormuz e reforça segurança de navios brasileiros
Publicado 23/04/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 horas
ALERTA DE MERCADO:
Petróleo Brent avança quase 2%, negociado a US$ 103, em meio a impasse entre EUA e Irã
Meta monitora digitação de funcionários do Google, LinkedIn e Wikipedia para treinamento de IA
Lululemon nomeia Heidi O’Neill, ex-Nike, como nova CEO
EXCLUSIVO CNBC: Diferencial da IA nos negócios será a confiança, não o acesso à tecnologia, diz CEO do DBS
Secretário da Marinha deixa governo Trump em meio a bloqueio naval no Estreito de Ormuz
EXCLUSIVO CNBC: Boeing vê caixa positivo no 2º semestre e mira alta na produção do 737 Max, diz CEO
Publicado 23/04/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A despeito das restrições severas no Estreito de Ormuz, o fluxo comercial de portos nacionais para o Oriente Médio permanece ativo, embora exija cautela máxima das autoridades, disse o Contra-Almirante Calixto, Comandante das Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O oficial esclareceu que os 12 navios que partiram do Brasil rumo ao Golfo Pérsico desde o início das hostilidades não possuem pavilhão nacional, mas carregam insumos estratégicos: “Nenhum desses 12 navios é ou foi de bandeira brasileira. Eram navios todos graneleiros, de bandeiras de países de conveniência, como Ilhas Marshall, Malta e Libéria, e carregavam basicamente açúcar, soja e minério de ferro com destinos declarados para o Irã, Iraque e Arábia Saudita”, explicou.
Para os navios que ostentam a bandeira brasileira, o protocolo de segurança envolve o acompanhamento constante e a utilização de rotas alternativas para evitar o epicentro da crise: “A Marinha do Brasil tem feito monitoramento contínuo e análise de riscos na região de forma a assessorar as empresas brasileiras, como a Transpetro, a evitarem áreas de risco quando esse risco não é aceitável. Os de bandeira brasileira têm usado rotas alternativas, como alguns portos na Ásia”, detalhou.
O Contra-Almirante Calixto também pontuou que o atual cenário global reforçou a necessidade de investimentos na defesa do patrimônio marítimo nacional e dos imensos recursos da costa brasileira: “Somos responsáveis pelo monitoramento e proteção de uma área de 5,7 milhões de km², que abrange o mar territorial e a plataforma continental. Vemos recentemente que o governo autorizou a compra de mais quatro fragatas da classe Tamandaré, o que é reflexo dessa situação e indica o aumento das nossas capacidades de defesa”.
Do ponto de vista tático, o militar analisou por que o controle do Estreito de Ormuz é tão eficaz para as forças iranianas, citando as vulnerabilidades naturais da região: “É um canal de navegação estreito, com curvas acentuadas, e a declaração do Irã de que há minas faz com que os navios passem cada vez mais perto da costa deles. Isso aumenta a influência do armamento e da capacidade de ataque do Irã, baseada em características geográficas que facilitam ações marítimas”.
Por fim, ele reforçou que o papel da força naval é garantir a segurança jurídica e física dos ativos da sociedade brasileira que trafegam ou residem na Amazônia Azul: “São áreas marítimas com ativos que pertencem à nossa sociedade e devem ser o tempo todo monitorados. Investimentos em capacidades de proteção tornam-se cada vez mais importantes neste momento de instabilidade internacional”.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Raízen: credores apresentam plano de reestruturação e pressionam por acordo
2
Escassez de mão de obra no Brasil eleva salários e dificulta retenção no setor de serviços
3
Trégua na guerra: dólar perde força, petróleo se acomoda e Ibovespa pode alcançar 200 mil pontos, avalia especialista
4
Flórida abre investigação criminal sobre ChatGPT após tiroteio fatal em universidade
5
Petrobras avalia acordo que pode mudar o controle da Braskem; entenda