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Marinha monitora riscos no Estreito de Ormuz e reforça segurança de navios brasileiros
Publicado 23/04/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/04/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A despeito das restrições severas no Estreito de Ormuz, o fluxo comercial de portos nacionais para o Oriente Médio permanece ativo, embora exija cautela máxima das autoridades, disse o Contra-Almirante Calixto, Comandante das Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O oficial esclareceu que os 12 navios que partiram do Brasil rumo ao Golfo Pérsico desde o início das hostilidades não possuem pavilhão nacional, mas carregam insumos estratégicos: “Nenhum desses 12 navios é ou foi de bandeira brasileira. Eram navios todos graneleiros, de bandeiras de países de conveniência, como Ilhas Marshall, Malta e Libéria, e carregavam basicamente açúcar, soja e minério de ferro com destinos declarados para o Irã, Iraque e Arábia Saudita”, explicou.
Para os navios que ostentam a bandeira brasileira, o protocolo de segurança envolve o acompanhamento constante e a utilização de rotas alternativas para evitar o epicentro da crise: “A Marinha do Brasil tem feito monitoramento contínuo e análise de riscos na região de forma a assessorar as empresas brasileiras, como a Transpetro, a evitarem áreas de risco quando esse risco não é aceitável. Os de bandeira brasileira têm usado rotas alternativas, como alguns portos na Ásia”, detalhou.
O Contra-Almirante Calixto também pontuou que o atual cenário global reforçou a necessidade de investimentos na defesa do patrimônio marítimo nacional e dos imensos recursos da costa brasileira: “Somos responsáveis pelo monitoramento e proteção de uma área de 5,7 milhões de km², que abrange o mar territorial e a plataforma continental. Vemos recentemente que o governo autorizou a compra de mais quatro fragatas da classe Tamandaré, o que é reflexo dessa situação e indica o aumento das nossas capacidades de defesa”.
Do ponto de vista tático, o militar analisou por que o controle do Estreito de Ormuz é tão eficaz para as forças iranianas, citando as vulnerabilidades naturais da região: “É um canal de navegação estreito, com curvas acentuadas, e a declaração do Irã de que há minas faz com que os navios passem cada vez mais perto da costa deles. Isso aumenta a influência do armamento e da capacidade de ataque do Irã, baseada em características geográficas que facilitam ações marítimas”.
Por fim, ele reforçou que o papel da força naval é garantir a segurança jurídica e física dos ativos da sociedade brasileira que trafegam ou residem na Amazônia Azul: “São áreas marítimas com ativos que pertencem à nossa sociedade e devem ser o tempo todo monitorados. Investimentos em capacidades de proteção tornam-se cada vez mais importantes neste momento de instabilidade internacional”.
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