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LATAM prevê reequilíbrio de capacidade em 2027 se combustível não cair
Publicado 07/06/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 07/06/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Rio de Janeiro segue como palco do maior encontro mundial da aviação civil até segunda-feira (8). A 82ª Assembleia Geral Anual da IATA reuniu neste domingo (7) painelistas e executivos do setor para debater os impactos da guerra no Oriente Médio, o custo do combustível e as perspectivas para 2027.
Roberto Alvo, CEO global da LATAM Airlines Group, avaliou o cenário do setor e as estratégias do grupo para enfrentar a instabilidade global. Com 25 anos de experiência na aviação, Alvo disse ver o setor se adaptando bem ao ambiente atual.
Leia também: IATA: Guerra no Oriente Médio corta pela metade o lucro das companhias aéreas do mundo
Segundo o executivo, ajustes de capacidade em voos de menor rentabilidade já estão em curso em diversas companhias, incluindo a LATAM. Alvo projetou que, se os preços do combustível não recuarem em 2027, o mercado passará por um reequilíbrio de capacidade como forma de recompor a equação econômica do setor.
“Acho que no fim o que nós veremos é um novo equilíbrio. Se os preços não caírem em 2027, veremos reequilíbrio de capacidade, pois é a melhor forma de equilibrar a equação econômica do setor.”
🔍 Reequilíbrio de capacidade Processo pelo qual companhias aéreas reduzem a oferta de assentos em rotas ou mercados menos rentáveis para adequar a operação ao ambiente de custos. Quando várias empresas fazem isso simultaneamente, a oferta cai, o que tende a sustentar ou elevar as tarifas e melhorar as margens do setor.
Leia também: Na IATA, Alckmin defende que crise na aviação é global e que nenhum país consegue enfrentá-la sozinho
No Brasil, Alvo destacou que o tráfego premium da LATAM cresce mais rápido do que a capacidade instalada e que as receitas desse segmento também avançam em ritmo superior. Para ele, passageiros de classes superiores seguem dispostos a voar independentemente do cenário de combustível, o que protege a operação doméstica da companhia da volatilidade atual.
🔍 Tráfego premium Segmento de passageiros que viajam em classes executiva e primeira classe, ou que pagam tarifas mais altas pela flexibilidade e pelos serviços. Gera receita por assento significativamente maior do que o tráfego de lazer ou de baixo custo e tende a ser menos sensível a variações de preço.
Em painel que reuniu executivos e especialistas do setor, Jerome Cadier, CEO da LATAM Brasil, defendeu a necessidade de uma política de Estado para a aviação no país. Segundo ele, o Brasil trocou de ministro do Turismo mais de 20 vezes em 20 anos, o que impede a continuidade de diretrizes para o setor.
Cadier também argumentou que existe um mito de que as margens das companhias aéreas são altas e que isso explicaria o preço elevado das passagens. Na avaliação do executivo, o problema real está na estrutura de custos do país, que pressiona as tarifas para cima e limita o acesso da população ao transporte aéreo.
🔍 Malha aérea Conjunto de rotas operadas por uma ou mais companhias aéreas em determinado mercado. Uma malha mais densa aumenta a conectividade entre cidades, reduz a dependência de conexões e pode tornar o transporte aéreo competitivo em relação às rodovias, especialmente em países de grande extensão territorial como o Brasil.
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Seguir no GoogleO painel contou ainda com a participação de Fábio Rogério Carvalho, CEO da ABR Aeroportos do Brasil, de Jeanine Pires, diretora da Pires Inteligência em Turismo, e da pesquisadora da Universidade de São Paulo Mariana Rodrigues. Os debatedores abordaram a dependência do país das rodovias para conexões internas, a necessidade de ampliar a malha aérea regional e a discussão sobre o perfil do turismo que o Brasil quer atrair, com foco em tempo de permanência, gasto médio e qualidade da experiência oferecida ao visitante.
A cobertura especial do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC acompanha os três dias de evento no Rio de Janeiro.
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