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Master Capixaba: família Buaiz tinha participação na Apex Partners
Publicado 20/08/2026 • 21:17 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 20/08/2026 • 21:17 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Como a Apex Partners chegou a quase R$ 1 bilhão em dívidas e qual é o papel da CVC?
A família Buaiz teve participação societária e presença no conselho de administração da Apex Partners, gestora capixaba que se tornou um dos principais nomes envolvidos no episódio conhecido no mercado como “Master Capixaba”.
A companhia enfrenta uma crise financeira após a identificação de inconsistências que levaram ao afastamento de seu então presidente, Fernando Antonio Kulnig Cinelli.
A presença da família Buaiz na Apex ocorreu por meio de Américo Buaiz Filho, que tinha participação minoritária na empresa através de uma companhia do grupo.
Em 2022, Meca Participações, de Buaiz, e ABM, ligada a executivos da Apex, concentravam 63,7% da companhia. O acordo de acionistas daquele ano definia a composição do conselho e previa decisões conjuntas em temas considerados relevantes.
Em janeiro de 2026, a estrutura societária registrada mostrava a ABM 2 como controladora, com 51,62% da Apex. A Meca Participações aparecia com 20,83%, enquanto a ABM Partners detinha 30,82%.
O acordo firmado em 2022 também estabelecia uma opção de venda para a participação de Buaiz caso Cinelli deixasse de exercer o controle e a administração da companhia.
Américo Buaiz Filho afirmou ao portal Pipeline que sua participação era minoritária e que não ocupou cargo executivo na Apex nem participou de sua gestão.
Outro integrante da família, Marcus Buaiz, também teve participação na estrutura de governança da companhia. Empresário do setor de entretenimento, ele passou a integrar o conselho de administração da Apex em janeiro de 2023, após a aquisição da Redoma, escritório de investimentos.
A atuação de Marcus ocorreu no conselho, sem função executiva. Durante a crise, ele participou da votação que decidiu pelo afastamento de Cinelli e do diretor financeiro Eduardo Costa Constâncio Siqueira.
Marcus deixou o conselho em6 de agosto, em uma renúncia posteriormente formalizada.
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Siga o Times | CNBCA situação da Apex Partners ganhou maior dimensão depois que documentos apresentados pela própria companhia à Justiça revelaram a deterioração de sua posição financeira. A dívida líquida do grupo chegou a R$ 975 milhões, mais que o dobro do registrado cerca de um ano e meio antes.
Entre os compromissos que pressionam a estrutura financeira estão debêntures com vencimento próximo, pedidos de resgate em fundos administrados pela companhia e obrigações relacionadas a operações de cashback.
A situação se tornou ainda mais sensível porque parte das garantias utilizadas nas operações é formada por participações em empresas do próprio grupo. Em um cenário de necessidade de venda rápida de ativos, uma eventual desvalorização dessas participações pode reduzir a capacidade de cobertura das obrigações.
Em meio à crise, a Apex publicou uma manifestação para tentar reduzir a preocupação de investidores e parceiros com os empreendimentos imobiliários de seu portfólio.
A companhia afirmou que a administração financeira e operacional de cada projeto permanece sob responsabilidade das respectivas construtoras e incorporadoras. Também informou que os empreendimentos em execução seguem com suas obras normalmente.
O principal argumento apresentado é a separação patrimonial dos projetos. Os empreendimentos são estruturados por meio de Sociedades de Propósito Específico (SPEs), empresas criadas para administrar individualmente cada projeto e manter suas obrigações separadas das demais operações do grupo.
O afastamento de Cinelli foi acompanhado por uma mudança na direção da Apex. O diretor financeiro Eduardo Siqueira também deixou o cargo, enquanto Marcelo Murad, sócio da companhia, assumiu a presidência de forma interina.
A Apex informou ainda que pretende cobrar Cinelli judicialmente por suposta gestão temerária e má-fé e busca o bloqueio preventivo de seus bens. O ex-presidente, por sua vez, afirmou que pretende colaborar para a preservação da empresa, de seus investidores e acionistas e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.
A companhia também informou que está concluindo a contratação de uma auditoria independente para identificar a extensão das inconsistências financeiras que desencadearam a crise.
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