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McDonald’s muda cardápio por causa do Ozempic e nova geração de consumidores
Publicado 18/02/2026 • 13:20 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 18/02/2026 • 13:20 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Criada com AI generativa
O McDonald’s começou a testar mudanças no cardápio para acompanhar um novo perfil de consumidor que está ganhando força no mundo: os usuários de medicamentos GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, conhecidos por ajudar na perda de peso.
Durante uma teleconferência de resultados, o CEO da companhia, Chris Kempczinski, foi direto ao ponto: à medida que o uso desses remédios cresce, o comportamento alimentar está mudando. E o fast food não quer ficar para trás.
“À medida que a adoção aumenta, sabemos que o comportamento do consumidor muda”, afirmou o executivo.
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De acordo com a companhia, consumidores que utilizam esses medicamentos tendem a priorizar alimentos ricos em proteína e reduzir o consumo de itens mais calóricos ou consumidos por impulso. A vice-presidente da rede, Jill McDonald, destacou que o cardápio já possui opções que dialogam com esse perfil, como o Snack Wrap, sanduíches com proteína animal e tiras de frango McCrispy, que podem ganhar mais protagonismo.
Ao mesmo tempo, a empresa observa mudanças importantes no comportamento, como a redução do consumo de bebidas açucaradas e de lanches entre refeições. Esse novo padrão aponta para uma relação mais consciente com a alimentação, impactando diretamente o modelo tradicional de consumo do fast food.
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O impacto vai muito além do McDonald’s. Grandes empresas globais já estão adaptando suas estratégias diante da expansão dos medicamentos GLP-1.
Segundo dados de mercado:
O efeito direto no consumo é significativo:
A consultoria EY-Parthenon estima que a mudança pode gerar perdas de até US$ 12 bilhões no mercado de snacks na próxima década.
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Diante desse cenário, o setor de alimentação rápida começa a revisar suas estratégias. A tendência é a oferta de porções menores, maior densidade nutricional e mais proteína, com redução de carboidratos e açúcar. Especialistas apontam que o foco passa a ser não apenas saciar, mas oferecer valor nutricional e adequação ao novo estilo de vida do consumidor.
Entre as possíveis mudanças discutidas no mercado estão opções como frango grelhado, substituições de ingredientes tradicionais por alternativas mais leves e até ajustes estruturais nos produtos, como hambúrgueres menores ou com menor teor de carboidratos. A lógica deixa de ser volume e passa a ser eficiência nutricional.
O movimento já mobiliza grandes empresas globais. Companhias como PepsiCo, Coca-Cola e General Mills estão reformulando produtos e acelerando investimentos em inovação. Entre as principais apostas estão alimentos com listas de ingredientes mais curtas, porções controladas e maior teor de proteína e fibras.
A Coca-Cola, por exemplo, ampliou a produção de bebidas com maior valor nutricional, enquanto a General Mills lançou versões mais proteicas de produtos tradicionais. A estratégia passa por reposicionar portfólios para atender a um consumidor que valoriza mais saúde, praticidade e controle alimentar.
Para analistas, o avanço dos medicamentos GLP-1 não é uma moda passageira, mas uma transformação estrutural no consumo.
“Estamos apenas começando a entender o efeito dessa mudança fisiológica no comportamento de compra”, afirmou Ali Furman, líder de consumo da PwC nos EUA.
A tendência aponta para um consumidor mais consciente, que troca volume por qualidade. E isso impacta diretamente setores que dependem de consumo frequente e impulsivo, como o fast food.
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