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Mentor de propinas da Ultrafarma era ‘King’ e tinha reuniões com Sidney Oliveira
Publicado 06/02/2026 • 17:10 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 06/02/2026 • 17:10 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por corrupção ativa, o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, costumava se referir aos auditores fiscais da Fazenda do Estado Artur Gomes da Silva Neto e Alberto Toshio Murakami — operadores da trama que teria gerado cerca de R$ 1 bilhão em propinas — como “amigos”.
Além de ser apontado pela Promotoria como arquiteto da rede de propinas que se instalou no Palácio Clóvis Ribeiro, sede da Receita estadual, Artur era tratado como o “rei” da engrenagem. Ele era chamado de “King” pelo empresário, à frente de uma das maiores redes farmacêuticas do País.
Segundo os promotores do Gedec — unidade que combate crimes tributários — “em troca dos favores criminosos, Aparecido Sidney Oliveira passou a remunerá-los com vultosos valores, pagos em espécie”.
Jane Gonçalves do Nascimento, assistente pessoal de Sidney, também foi denunciada por corrupção ativa. Cabia a ela organizar a logística e a entrega das quantias pagas como propina a Artur, o “King”, e a Alberto, conhecido como “Americano” por residir nos Estados Unidos. Alberto está foragido e passou a integrar a Difusão Vermelha da Interpol.
Leia também: Fiscal que tem mansão de R$ 7 mi nos EUA entra na lista da Interpol por propinas da Ultrafarma
Mensagens trocadas entre Sidney e Jane indicam encontros para a entrega de valores ilícitos vinculados à liberação ou manutenção de benefícios fiscais irregulares. A denúncia de 76 páginas relata que, em novembro de 2024, Jane informou que o “amigo” precisava falar com ele urgentemente. Sidney questionou: “O King?”, e ela confirmou.
A investigação encontrou no telefone de Sidney Oliveira uma captura de tela com o número de celular do fiscal salvo como “Artur King”. Além das mensagens, e-mails reforçam a posição de Artur como mentor do esquema. Em 15 de maio de 2025, o advogado de Sidney, Valdir Mocelin, reuniu-se com os advogados Rafael Ristow e Fernando Capez, além do fiscal Artur, para tratar de investigações contra a empresa.
Artur teria lavado o dinheiro das propinas por meio da mãe, Kimio Mizukami da Silva, de 74 anos, usada como “laranja” em repasses vultosos feitos pela empresa Smart Tax. O patrimônio de Kimio teve um crescimento explosivo entre 2021 e 2023, saltando de R$ 411 mil para R$ 2 bilhões em apenas dois anos.
Além do empresário, outros seis investigados foram denunciados, incluindo ex-auditores da Receita estadual, suspeitos de arrecadarem ao menos R$ 1 bilhão em propinas de grandes empresas do varejo em troca da liberação acelerada de créditos de ICMS-ST.
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