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EXCLUSIVO: O que o BC está olhando ao mirar o “horizonte relevante” da inflação?
Publicado 13/12/2025 • 19:58 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/12/2025 • 19:58 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A última “Superquarta” do ano, com a manutenção dos juros no Brasil e a queda nos Estados Unidos, dominou a pauta econômica, mas os investidores ficaram igualmente atentos aos sinais geopolíticos e à volatilidade eleitoral de 2026.
A volatilidade de 2026 estará muito associada às pesquisas eleitorais e às declarações dos candidatos, afirmou Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Consultoria, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O ex-ministro avalia que a retirada do nome do ministro Alexandre de Moraes da lista de sancionados da Lei Magnitsky é um sinal claro de distensão na relação bilateral.
Ele avalia que a sanção nunca se justificou, dado que a Lei Magnitsky se aplica a casos de terrorismo e autoritarismo de estados fortes: “Não fazia nenhum sentido a punição dele pela lei Magnitsky. É resultado de uma certa distensão que tem acontecido entre os Estados Unidos e o Brasil“.
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Maílson da Nóbrega indica que a pauta econômica mais urgente é a retirada do tarifaço sobre produtos importantes da indústria brasileira, como móveis. Ele ressalva, no entanto, que a redução de tarifas vista recentemente (em setores como carne e café) não foi resultado de negociações entre os países, mas sim de uma decisão unilateral do governo americano.
Maílson falou sobe o fluxo histórico dos ciclos monetários americanos: “Sempre que a taxa de juros se reduz nos Estados Unidos, recursos saem do mercado financeiro americano, particularmente do mercado de capitais, para mercados que têm ativos mais atrativos. E o Brasil é um grande candidato a receber esses recursos“.
Sobre a postura do Banco Central (BC) brasileiro de não sinalizar cortes imediatos, ele a considera correta, apesar das críticas de “conservadorismo exagerado” do mercado. O BC foca no “horizonte relevante” de seis trimestres, e não na inflação presente. Sua consultoria projeta o início da queda da Selic para março de 2026.
A crise fiscal é a principal fonte de preocupação. O ex-ministro acredita que o presidente Lula e os demais candidatos não estão dispostos a lidar com as questões estruturais que poderiam acalmar o mercado, como a reforma da Previdência ou a desvinculação do salário mínimo de aposentadorias, por medo de perder votos:
A turbulência eleitoral de 2026 será a tônica do mercado. Pesquisas favoráveis ao governo tendem a provocar quedas na Bolsa, enquanto aquelas que sinalizam candidatos da direita competitivos (como o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas) tendem a gerar valorização.
De acordo com o especialista, o mercado só terá clareza sobre o futuro fiscal após o resultado das urnas: “Nós só vamos ver isso acontecer quando houver o vencedor e ele começar a indicar a sua equipe, as suas ideias e começar já na posse a tomar medidas nesse sentido“.
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