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Operações da PF

Operação Dataleaks da PF avança sobre venda ilegal de dados pessoais de ministros do STF

Publicado 05/03/2026 • 10:14 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • PF investiga grupo suspeito de obter e vender dados sensíveis de ministros do STF a partir de acessos indevidos a sistemas públicos.
  • PF cumpre mandados de busca e prisão em três estados após identificar base clandestina alimentada com informações de sistemas governamentais.
  • Investigados podem responder por organização criminosa, invasão de sistema informático, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.
Cinco pessoas foram presas na Operação Contragolpe, da Polícia Federal.

Cinco pessoas foram presas na Operação Contragolpe, da Polícia Federal.

Foto: Polícia Federal/Divulgação.

A Operação Dataleaks foi deflagrada nesta quinta-feira (5) pela Polícia Federal para investigar a obtenção e a comercialização ilegal de dados pessoais e sensíveis, incluindo informações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, a Dataleaks mira uma organização criminosa suspeita de acessar sistemas públicos e privados de forma indevida para montar uma base de dados paralela com informações sigilosas.

As investigações começaram após a identificação de um banco de dados não oficial que reunia registros pessoais de autoridades, abastecido por meio de acessos irregulares a bases governamentais.

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Base clandestina de dados

De acordo com os investigadores, a base utilizada pelo grupo reunia dados pessoais e sensíveis extraídos de diferentes sistemas públicos e privados.

A Operação Dataleaks busca esclarecer como essas informações foram coletadas, adulteradas e posteriormente comercializadas ou disseminadas.

Entre os dados identificados estavam informações relacionadas a ministros do STF, o que levou o caso a ser conduzido sob supervisão da própria Corte.

Mandados em três estados

A operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária.

As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e estão sendo executadas nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas.

A PF também realiza a coleta de equipamentos e registros digitais que podem indicar a origem dos acessos indevidos e o destino das informações obtidas.

Crimes investigados na Operação Dataleaks

Os investigados na Dataleaks poderão responder por diversos crimes previstos na legislação brasileira.

Entre eles estão organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal também apura a possível existência de compradores das informações e se houve uso comercial ou político do material obtido de forma irregular.

Divulgação: Comunicação Social da Polícia Federal
Operação Dataleaks; divulgação Polícia Federal
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