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Otan amplia foco no Ártico e alerta Europa sobre dependência dos EUA
Publicado 26/01/2026 • 14:20 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 26/01/2026 • 14:20 | Atualizado há 9 meses
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, afirmou nesta segunda-feira (26) que a aliança militar pretende ampliar seu papel na segurança do Ártico, em meio às discussões estratégicas envolvendo a Groenlândia e o aumento da presença de potências globais na região.
Em audiência na Comissão de Segurança e Defesa do Parlamento Europeu, Rutte disse que os países-membros já acertaram duas frentes de trabalho, uma delas voltada a expandir a atuação da Otan no extremo norte. Segundo ele, o objetivo também é conter a influência de Rússia e China no Ártico, área considerada estratégica por rotas comerciais emergentes e recursos naturais.
O dirigente reforçou ainda que a relação entre Europa e Otan atravessa um momento positivo e alertou contra qualquer tentativa de dissociar a segurança do continente do apoio americano. Para Rutte, uma defesa europeia independente dos Estados Unidos exigiria gastos equivalentes a até 10% do PIB, bem acima dos níveis atuais projetados.
Leia também: Relação entre Europa e EUA vive pior fase desde criação da Otan, diz ex-chefe da UE
Ao citar o presidente russo, Vladimir Putin, Rutte afirmou que Moscou se beneficiaria de uma divisão entre Europa e Estados Unidos, especialmente no contexto da guerra na Ucrânia. Ele ressaltou que a estratégia da Otan para o Ártico é independente das negociações sobre a Groenlândia, classificando os temas como distintos.
O secretário-geral também comentou sobre o apoio financeiro da União Europeia à Ucrânia, defendendo maior flexibilidade no uso do pacote de € 90 bilhões previsto para o biênio 2026–2027. Segundo ele, o bloco não deveria impor restrições excessivas às compras de equipamentos militares fora da UE, em referência à política de priorizar fornecedores locais.
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Para investidores, as declarações de Rutte reforçam a perspectiva de aumento estrutural dos gastos militares na Europa, especialmente em regiões estratégicas como o Ártico, o que tende a favorecer empresas do setor de defesa, logística e infraestrutura energética.
O avanço da Otan na região também tem implicações para rotas comerciais, exploração de recursos naturais e segurança marítima – fatores acompanhados de perto por mercados globais diante da crescente competição geopolítica no Hemisfério Norte.
(*com informações da Reuters)
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