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Ouro despenca 5% e prata cai 7% após liquidação histórica nos metais
Publicado 02/02/2026 • 06:39 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 02/02/2026 • 06:39 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Yasser Al-zayyat/AFP/Getty Images
O ouro e a prata ampliaram as perdas nesta segunda-feira (2), aprofundando a forte correção iniciada na sexta-feira passada, à medida que a valorização do dólar e a realização de lucros esvaziaram o ímpeto de uma disparada que havia levado os metais preciosos a máximas históricas poucos dias antes.
O ouro à vista recuou cerca de 5%, para US$ 4.616,79 por onça, após ter despencado quase 10% na sexta-feira, quando as cotações voltaram a ficar abaixo de US$ 5.000.
A prata, que havia subido junto com o ouro impulsionada pela busca por proteção e por fluxos especulativos, também permaneceu sob pressão depois do tombo de 30% registrado na sexta — o pior dia para o metal desde março de 1980. Os preços à vista caíam mais de 12% nas primeiras horas do pregão, antes de reduzir parcialmente as perdas para US$ 78,30 por onça por volta das 3h19 (horário de Nova York).
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Após a liquidação intensa da semana passada, a CME Group anunciou o aumento das exigências de margem, válido a partir do fechamento dos mercados nesta segunda-feira. As margens dos contratos futuros de ouro negociados na COMEX subiram de 6% para 8%, enquanto as dos futuros de prata de 5.000 onças foram elevadas de 11% para 15%.
Segundo analistas, a correção reflete a reversão abrupta vista na sexta-feira, quando o otimismo com possíveis cortes de juros nos Estados Unidos esbarrou em uma reavaliação repentina da liderança do Federal Reserve, após o presidente Donald Trump indicar o ex-diretor do banco central Kevin Warsh para suceder Jerome Powell no comando da instituição a partir do fim de seu mandato, em maio.
“Com isso, a chamada ‘aposta em ativos americanos’ voltou ao radar, e o prêmio de independência que havia levado o ouro e a prata a níveis extremos, logo abaixo de US$ 5.600 e US$ 122 por onça no início da manhã de quinta-feira, está se desfazendo”, afirmou José Torres, economista-chefe da Interactive Brokers, em nota divulgada nesta segunda.
Christopher Forbes, chefe para Ásia e Oriente Médio da CMC Markets, disse que a forte queda do ouro representa uma correção típica após uma valorização excepcional, e não uma ruptura da tese altista de longo prazo.
“O recuo é um clássico ‘vazio de liquidez’ depois de uma corrida extraordinária”, afirmou Forbes. “A realização de lucros, o dólar mais forte e novas manchetes geopolíticas vindas de Washington retiraram o excesso de otimismo de uma posição que estava superlotada.”
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O índice do dólar, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de divisas, avançou cerca de 0,8% desde quinta-feira. Um dólar mais forte torna o ouro, cotado na moeda americana, menos atraente para compradores estrangeiros, enquanto juros mais altos elevam o custo de oportunidade de manter um ativo que não rende juros, tornando os títulos do Tesouro mais competitivos como porto seguro.
Warsh é conhecido por defender uma política monetária mais restritiva, e sua indicação para a presidência do Fed contribuiu para a valorização do dólar. Ao mesmo tempo, declarações de Trump sinalizando a possibilidade de um acordo com o Irã parecem ter reduzido parte das tensões geopolíticas, com os contratos futuros do petróleo WTI recuando cerca de 4% nesta segunda-feira.
No curto prazo, os preços do ouro devem permanecer elevados, mas voláteis, enquanto o mercado aguarda maior clareza sobre a orientação de política monetária de Warsh, segundo Forbes.
Apesar da correção recente, a prata ainda acumula alta de cerca de 16% no ano, enquanto o ouro sobe aproximadamente 8% em 2026. No ano passado, ambos registraram ralis históricos, com ganhos de cerca de 65% e 145%, respectivamente.
“Uma nova rodada de enfraquecimento do dólar ou a confirmação de uma postura mais dovish por parte de Warsh pode trazer os compradores de volta”, disse Forbes, que mantém uma visão positiva para o ouro no horizonte de 12 meses, acrescentando que o metal pode revisitar as máximas recentes caso o Fed continue a flexibilizar a política monetária enquanto crescimento e inflação seguem irregulares.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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