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Polícia Federal diz que inquérito do Banco Master segue regularidade e STF discute código de ética
Publicado 26/01/2026 • 12:48 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/01/2026 • 12:48 | Atualizado há 1 hora
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Divulgação
Banco Master
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (26) que o inquérito sobre as fraudes envolvendo sócios do Banco Master tramita em “absoluta regularidade” sob relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, apesar de atritos recentes entre a corporação e decisões judiciais relacionadas à condução da investigação.
A declaração foi feita após a cerimônia de início do curso de formação de novos agentes da PF. Em conversa com jornalistas, Rodrigues evitou comentar detalhes operacionais, mas ressaltou que o trabalho segue as determinações do Judiciário e defendeu a autonomia investigativa da instituição.
O caso ganhou tensão depois que Toffoli determinou inicialmente que materiais apreendidos na Operação Compliance Zero fossem enviados lacrados ao STF, o que foi interpretado por peritos e agentes federais como possível interferência nas atribuições da PF, tradicionalmente responsável pela perícia técnica. Posteriormente, o ministro autorizou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) realizasse a análise e, em seguida, voltou a permitir a atuação da Polícia Federal, mas com a escolha dos peritos.
Segundo Rodrigues, os itens apreendidos já estão em fase de extração e análise pela corporação. Ele destacou que a PF atua como instituição de Estado, com independência garantida para conduzir investigações de forma isenta.
Leia também: Caso Master: Polícia Federal começa a ouvir depoimentos decisivos em inquérito envolvendo o BRB
Em paralelo, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou em entrevista que a Corte discute internamente a criação de um código de conduta para ministros, em meio às repercussões do caso Banco Master. Segundo ele, situações sensíveis podem gerar tensões recorrentes dentro do tribunal e exigem amadurecimento institucional.
Fachin reconheceu que há divergências sobre o momento adequado para tratar do tema – especialmente por se tratar de ano eleitoral -, mas disse que não existe maioria contrária à adoção de regras formais. Para o ministro, um código ajudaria a reforçar transparência e credibilidade institucional, sem caráter moralizante.
O presidente do Supremo afirmou ainda que não acredita que o episódio resulte em pedidos de impeachment contra ministros, classificando esse cenário como uma crise institucional grave. Para ele, a resposta adequada passa por soluções institucionais e por maior clareza sobre relações pessoais e profissionais de magistrados e familiares.
O embate entre PF e STF ocorre em um momento de atenção elevada de investidores ao ambiente institucional brasileiro, já que investigações envolvendo o sistema financeiro e debates sobre governança no Judiciário podem influenciar a percepção de risco país, decisões de investimento estrangeiro e estabilidade regulatória.
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