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Amigo de Lulinha frequentava mansão de lobista e teve contrato do governo ampliado para R$ 8,7 milhões
Publicado 13/09/2026 • 12:25 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/09/2026 • 12:25 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Reprodução/Instagram; Reprodução; Divulgação
Roberta Luchsinger, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marcelo Checon. O empresário frequentava a mansão de Roberta em Brasília e teve contrato com o governo ampliado para R$ 8,75 milhões.
O empresário Marcelo Checon, amigo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, frequentava a mansão de Roberta Luchsinger em Brasília. A empresa dele, a MChecon Design e Cenografia, teve um contrato com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social ampliado de cerca de R$ 7 milhões para R$ 8,75 milhões.
O acordo para realização de eventos foi firmado em agosto de 2024, recebeu um acréscimo de 25% e foi prorrogado até 8 de agosto de 2027.
Checon frequentava a residência de Roberta, assim como o ministro Wellington Dias, segundo reportagem da Veja. A revista afirma ainda que o imóvel era frequentado por Lulinha, por ministros, por funcionários graduados do Palácio do Planalto e por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
A relação entre Checon, Lulinha e Roberta ganhou relevância após a Polícia Federal recuperar uma conversa em que a lobista dizia que deixaria de pagar as passagens aéreas do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o relato dela, Lulinha respondeu que passaria a pedir ajuda a “Cléber e Checon”.
Não há, no material divulgado até agora, comprovação de que Marcelo Checon tenha efetivamente pago passagens ou outras despesas de Lulinha.
Documentos do Ministério do Desenvolvimento mostram que a MChecon assinou o Contrato nº 74/2024 em 8 de agosto de 2024.
O acordo prevê serviços para realização de eventos em todo o país, incluindo planejamento, organização, alimentação e bebidas, infraestrutura, apoio logístico, decoração e fornecimento de materiais. O valor inicial era de R$ 6.999.999.
Em agosto de 2025, o ministério prorrogou o contrato por mais 12 meses, mantendo inicialmente o valor estimado em cerca de R$ 7 milhões.
Depois, um segundo termo aditivo acrescentou 25% ao valor inicial, totalizando R$ 1.749.999,50. Com isso, o limite estimado da contratação passou para R$ 8.749.998,50.
O valor corresponde ao teto do contrato e não significa que a totalidade tenha sido paga à empresa. Os repasses dependem dos serviços efetivamente solicitados e executados.
Um terceiro termo aditivo prorrogou a vigência por mais 12 meses, de 9 de agosto de 2026 a 8 de agosto de 2027, mantendo o valor estimado em R$ 8,75 milhões.
O contrato decorre do Pregão nº 15/2023, realizado originalmente pelo Ministério da Cultura.
Marcelo Checon teve 39 registros de entrada no Palácio do Planalto entre 2023 e 2025.
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Siga o Times | CNBCNo mesmo período, foram registradas 14 entradas de Lulinha e 8 de Roberta Luchsinger. Em duas datas, Checon e o filho do presidente estiveram no prédio no mesmo dia.
Em 5 de julho de 2023, por exemplo, Checon teve a entrada registrada às 11h42. Roberta entrou às 11h50, oito minutos depois.
Os registros de acesso, isoladamente, não mostram com quem cada visitante se reuniu nem estabelecem relação entre as visitas ao Planalto e contratos públicos.
Checon e Lulinha se conheceram em 2023 por meio de Fernando Bittar, sócio do filho do presidente em uma empresa de jogos.
Depois disso, os dois passaram a se encontrar em São Paulo e Brasília.
Em 2024, viajaram juntos para Portugal, onde participaram do aniversário de Renata Moreira, mulher de Lulinha. Checon também visitou o amigo em Madri.
Em 2025, os dois estiveram no Japão e na China na mesma época da visita oficial do presidente Lula aos dois países. Não há indicação de que Checon tenha integrado a comitiva presidencial.
A MChecon atua nos setores de eventos, cenografia e montagem de estruturas. Desde 2023, a empresa firmou 13 contratos com órgãos federais, que somam R$ 63,4 milhões.
Antes desse período, o único contrato federal identificado era de R$ 197 mil, firmado em 2022 com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Desde o início do atual governo, a empresa passou a prestar serviços para diferentes órgãos federais. Entre os trabalhos realizados pela MChecon estão estruturas da Casa Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris e durante a COP30.
O nome do empresário apareceu nas apurações depois que a PF recuperou uma mensagem de Roberta Luchsinger.
Na conversa, ela afirmou ter comunicado a Lulinha que não poderia continuar pagando suas passagens aéreas. Segundo o relato, o filho do presidente respondeu que pediria ajuda aos empresários Cléber Ribas e “Checon”.
Até agora, não há indicação de que o empresário tenha efetivamente custeado as passagens mencionadas.
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