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Gleisi diz que sanções dos EUA são chantagem de Trump para interferir na Justiça brasileira
Publicado 05/08/2025 • 12:38 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 05/08/2025 • 12:38 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Gleisi Hoffmann.
Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta terça-feira (5) que as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos contra o Brasil, sob a liderança do presidente Donald Trump, não têm base técnica ou comercial. Segundo ela, trata-se de uma “chantagem política” para interferir em processos judiciais internos, violando princípios de soberania e o devido processo legal.
Durante a abertura da 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, no Palácio Itamaraty, Gleisi classificou as medidas como uma afronta às instituições brasileiras. “Esses ataques configuram coerção no curso do devido processo legal, agressão ao Supremo Tribunal Federal e à soberania do poder justificado no Brasil”, afirmou.
Ela destacou, em especial, as retaliações contra ministros do Supremo, como Alexandre de Moraes, por conta de sua atuação em defesa do sistema democrático brasileiro. Para a ministra, o movimento mais grave do governo americano é justamente a tentativa de enfraquecer a autonomia do Judiciário.
Gleisi também alertou que as ameaças vindas dos Estados Unidos afetam a economia real do país, setores de exportação, o sistema de pagamentos PIX, a regulação de plataformas digitais e a estabilidade democrática. “Uma democracia não pode se submeter aos desígnios pessoais e ilegais de quem quer que seja. E um país soberano não pode se render ao arbítrio do estrangeiro em detrimento da nacionalidade”, disse.
A ministra reforçou que o governo federal já trabalha na elaboração de uma resposta estruturada para proteger empresas, empregos e famílias. “Vários conselheiros e conselheiras aqui presentes participaram dos primeiros debates e devem seguir contribuindo no amadurecimento das respostas necessárias”, completou.
Na mesma reunião, o Conselhão entregou ao presidente Lula os resultados de vários grupos de trabalho, incluindo propostas voltadas à primeira infância, transformação ecológica, digitalização da Amazônia, população negra e redução do spread bancário. Gleisi aproveitou o momento para destacar que o Conselhão voltou a ser símbolo da participação social no atual governo — e que sua extinção no governo anterior foi, segundo ela, “um gesto autoritário” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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